Premiê britânico acusa Rússia de interferência durante referendo do Brexit em 2016
"É importante estabelecer claramente esses fatos (...) e ajudar os eleitores da Alemanha e da França a compreender que parte dessa dinâmica política está sendo alimentada por nossos inimigos, ou seja, a Rússia", explicou o líder trabalhista, que assumiu a chefia do país em julho.
O secretário de Estado das Relações Exteriores, Stephen Doughty, afirmou que as tentativas de Moscou de interferir no referendo de 2016 não foram bem-sucedidas.
Andy Burnham anunciou em setembro que o Reino Unido criaria uma organização encarregada de combater a desinformação proveniente de "atores hostis", como a Rússia. Além disso, afirmou no podcast que o chanceler alemão, Friedrich Merz, lhe disse que a AfD, partido anti-imigração e pró-Rússia, era claramente financiada por Moscou.
Nesta segunda-feira à tarde, o primeiro-ministro abordará no Parlamento britânico a questão do Brexit e a relação entre Londres e Bruxelas, e instará os deputados a serem pragmáticos e a trabalharem por uma aproximação com a União Europeia.
O político trabalhista declarou que seria "uma falha no cumprimento de (seu) dever virar as costas para a possibilidade de concluir um novo acordo com a União Europeia, capaz de estimular o crescimento econômico e combater a imigração ilegal", segundo um comunicado de seu gabinete.
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