Ministro da Energia saudita pede resposta firme aos ataques houthis
"As defesas aéreas sauditas conseguiram interceptar alguns mísseis e drones houthis, mas a Arábia Saudita é tão extensa que, simplesmente, é impossível defender-se completamente", comentou Thomas Juneau, analista de segurança da Universidade de Ottawa.
A coalizão hostil aos houthis classificou o ataque de sábado ao aeroporto de Riade como "crime de guerra" e prometeu "responder de maneira decidida".
Veículos de imprensa alinhados aos houthis relataram dois ataques sauditas na região da capital Saná, dentro do território controlado pelo grupo. Um porta-voz do Ministério da Saúde, sob autoridade houthi, informou na rede social X que um civil morreu.
A Arábia Saudita lidera uma coalizão que, desde 2015, apoia o governo internacionalmente reconhecido. Um dos objetivos da campanha militar é controlar o espaço aéreo iemenita.
Thomas Juneau avaliou que, diante dos últimos ataques, os houthis querem "retribuir agora à Arábia Saudita o que os sauditas fazem com eles".
Em campo, o governo iemenita, internacionalmente reconhecido e apoiado por Riade, afirmou estar avançando em sua contraofensiva contra os houthis nos arredores do Estreito de Bab el-Mandeb, uma importante via marítima por onde transitam mercadorias asiáticas destinadas à Europa, segundo informaram fontes militares no sábado.
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