Presidente do V. Guimarães agastado com início de época "frustrante"
Após a cerimónia do hastear da bandeira preta e branca no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, no 104.º aniversário do clube, que contou com o treinador, Tiago Margarido, o dirigente realçou “a vontade de dar a volta” a uma fase em que os minhotos somam cinco golos e cinco pontos em sete jornadas da prova, apesar de serem a equipa mais rematadora a par do Benfica, com 134 tentativas.
"Pelo que temos demonstrado nestas primeiras sete jornadas, a classificação não se coaduna com o que temos feito no relvado. O que conta é a bola entrar. Nesse sentido, temos de trabalhar mais afincadamente no dia a dia para que isso aconteça. É um bocado frustrante, mas, internamente, acreditamos muito nos jogadores e no treinador [Tiago Margarido]”, disse, aos jornalistas.
Eleito presidente em 13 de junho, num ato eleitoral com quatro listas que venceu por uma margem de dois votos para a candidatura de Viriato Sampaio, Rui Rodrigues disse que assumiu funções com “o clube órgão de uma estratégia para o futebol”, antes de constituir os plantéis da equipa principal e da equipa B, que compete na Liga 3, com o auxílio do diretor desportivo, Fernando Meira.
“Evidentemente, tentámos fazer o máximo possível. Tudo o que foi feito em termos de entradas contou com a opinião e com a decisão de vários setores do Vitória. Não foram decisões isoladas ou individualizadas pelo Fernando [Meira] e por mim. Estenderam-se ao ‘scouting’ e aos treinadores. Falo da equipa A e da equipa B. Todos tiveram opinião na entrada dos reforços”, descreveu.
O responsável máximo dos vimaranenses admitiu, porém, que “houve duas ou três saídas que se podiam ter concretizado” no ‘mercado’ de transferências de verão, mas que não aconteceram por fatores que escapam ao controlo da SAD, responsável pelo futebol profissional.
“Sentimo-nos um pouco frustrados porque havia mais duas ou três saídas que se podiam ter concretizado, mas que nos ultrapassam. Não conseguimos que se concretizassem, mas faz parte. Entrámos num momento da época muito difícil e temos de avançar”, frisou.
O presidente do Vitória de Guimarães salientou ainda que a sua direção está a tentar “reabilitar o clube estruturalmente”, focando-se “na humanização” das relações entre os vários departamentos do clube, algo que, a seu ver, não existia no anterior mandato, em que foi vice-presidente de António Miguel Cardoso.
“Criaram-se relações frias dentro do clube. Essa é uma das principais resistências que tínhamos e que estamos a tentar desbloquear. Já vimos aqui uma moldura de trabalhadores imbuídos no mesmo espírito. Acreditam tanto como nós acreditamos. Temos de dar o exemplo de dentro para fora”, realçou, no dia em que vai ser assinada a escritura da Fundação Vitória, entidade com fins solidários.
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