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Saturday, October 3, 2026

Três brasileiros premiados pela Associação de Críticos em LA

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Três artistas brasileiros foram premiados na sexta-feira, em Los Angeles, na gala de prémios Celebración of Cinema and Television, da Critics Choice Association, que distinguiu os melhores atores, realizadores e produtores latinos no último ano.

O produtor brasileiro Rodrigo Teixeira foi distinguido pelo seu trabalho no novo filme “Paper Tiger”, que vai estrear-se a 13 de novembro e tem Scarlett Johansson, Adam Driver e Miles Teller nos papéis principais.

“Estou muito feliz por ser latino, por ser brasileiro e estar aqui”, afirmou Rodrigo Teixeira no discurso de aceitação, onde aproveitou para dizer algumas palavras de agradecimento em português e homenageou os críticos e jornalistas brasileiros presentes na gala.

“Não é fácil para um produtor brasileiro produzir um filme tradicional americano”, reconheceu, agradecendo o apoio que o realizador James Gray lhe deu. Teixeira, que foi também produtor do aclamado “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, salientou ainda que muito do talento por detrás do novo “Paper Tiger” veio de vários países.

“Um filme americano tradicional foi feito por estrangeiros”, gracejou. “Temos artistas fantásticos em todos estes países”.

Outra das premiadas foi a atriz brasileira-canadiana Laysla de Oliveira, que recebeu a estatueta dos críticos para Atriz Revelação pelo seu papel na série da Paramount “Lioness”, que tem Zoe Saldaña no papel principal.

“Os meus pais deixaram para trás a sua família e tudo o que conheciam e mudaram-se para um país novo em busca de uma vida melhor e de me dar a oportunidade de sonhar”, afirmou Laysla de Oliveira, ao receber a estatueta. “E agora estou aqui e posso dizer que trabalhei com gigantes”.

Também a realizadora brasileira-americana Beth de Araújo recebeu o Prémio Revelação em Realização pelo filme “Josephine”, que tem Channing Tatum e Gemma Chan como protagonistas, num argumento escrito a partir de uma experiência real da sua infância.

A realizadora fez um discurso muito emotivo em que referiu o crime que escandalizou o país na última semana, quando foi conhecido que sete membros da fraternidade Chi Phi violaram uma universitária e receberam castigos leves da Universidade de Cornell, que está agora a ser processada.

“Quando eu tinha oito anos, eu e o meu pai interrompemos uma violação num parque”, contou Beth de Araújo, visivelmente emocionada. “Como é que um pai explica à filha de oito anos o que é a violação? É uma tarefa impossível”, afirmou. “Nem sequer lhe pode dizer que é raro. Era isto que eu queria explorar no meu filme”.

“Josephine” tem estreia marcada para 20 de novembro e venceu dois prémios no festival de Sundance, o Grand Jury Prize e o Audience Award.

“Esta semana, descobrimos que muitos homens não ajudaram a estudante quando ela precisou”, disse a cineasta, referindo-se aos 51 membros de um grupo de mensagens onde o crime foi partilhado em tempo real sem que qualquer ação fosse tomada.

“Aos homens que não perderam a sua humanidade, por favor responsabilizem-se mutuamente. Sejam o homem que vai atrás do criminoso e não o que se ri com o grupo”, acrescentou.

A Celebración of Cinema and Television é uma gala anual da Critics Choice Association focada nos artistas de origem hispânica e latino-americana. A edição deste ano também premiou John Leguizamo, um dos nomes cotados para os Óscares pelo seu papel em “A Odisseia”, Judy Reyes, que regressou ao pequeno ecrã com a série “Scrubs”, Oscar Nuñez, pela comédia “The Paper”, Aimee Carrero por “Your Friends and Neighbors” e a dupla de realizadores espanhóis Javier Ambrossi e Javier Calvo, “Los Javis”, pelo filme “La Bola Negra”.

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