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Thursday, October 15, 2026

As notícias das 19h

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Meio-dia. Está a começar o Jornal do Meio-Dia com a edição do Miguel Vilar. Miguel, o presidente da Câmara Municipal do Porto considera que a polícia atuou no estrito cumprimento da lei, uma referência à carga policial desta madrugada que expulsou da Praça Dom João I os manifestantes que exigiam respostas para as dificuldades de acesso à habitação.

Os manifestantes acusam a PSP de terem avançado com uma carga policial violenta. Afirmam que há registro de 37 feridos, dois deles em estado grave. Esta intervenção policial foi o pretexto para uma conferência de imprensa do presidente da Câmara Municipal do Porto, que terminou há instantes. O jornalista do Observador, Miguel Pinheiro Correia, acompanhou estas declarações de Pedro Duarte. Miguel, bom dia, bem-vindo. O que disse o arquiteto do Porto?

Bom dia, Miguel. A conferência terminou há instantes. Foi uma curta conferência marcada de urgência, precisamente para responder às muitas questões que se levantaram sobre esta intervenção policial. Mas Pedro Duarte falou em menos de 10 minutos, não respondeu a todas as questões que surgiram, mas repetiu uma ideia: de um lado, estava a polícia, que queria cumprir a lei e que estava a atuar precisamente no estrito cumprimento da lei e, do outro lado, os manifestantes, entenda-se, estavam a tentar impedir que a polícia cumprisse o seu trabalho. Pedro Duarte reconhece que esta manifestação é legítima e justa, disse Pedro Duarte agora há instantes, na Câmara Municipal, mas uma coisa, e disse Pedro Duarte também, é o direito à manifestação, outra distinta, o desrespeito e o incumprimento da lei e que quando isto acontece, as autoridades são obrigadas a atuar. Pedro Duarte diz também que esta atuação da polícia foi apenas o último recurso. A polícia viu-se forçada, depois de tentar resolver este problema ou tentar que os manifestantes retirassem as tendas pela via diplomática, mas que não conseguiu e por isso Pedro Duarte repete que confia absolutamente nas autoridades policiais e que se havia alguém a tentar cumprir a lei, era mesmo a polícia. Há novas manifestações marcadas, pelo menos para hoje, às 19h, e Pedro Duarte deixou o aviso de que é possível que haja estas manifestações, mas que se cumpra a lei e que não haja novamente este acampamento. O presidente da Câmara reconheceu que as imagens são duras, mas lamentou não a violência policial, mas pelo menos que a polícia se tenha visto obrigada a fazê-lo, lá está, como fui dizendo, que tenha sido obrigada a utilizar este último recurso para acabar este acampamento. No final da conferência, Pedro Duarte disse também que foram encontrados um conjunto de objetos que têm pouco de pacifistas no meio desta operação policial. A verdade é que no comunicado que a polícia enviou às redações, não é feita nenhuma referência a objetos apreendidos ou objetos suspeitos encontrados. Questionado, o presidente da Câmara também não explicou o que seriam estes objetos, mas repetiu uma ideia que já tinha deixado clara ontem, de que há um pequeno grupo, no meio destes manifestantes, que tentou criar uma confusão que terá sido conseguida com esta intervenção policial e que Pedro Duarte lamenta que tenha sido esta a solução. Agora, a verdade é que há mais manifestações. Hoje há uma manifestação às 19h. Pedro Duarte respeita que haja esta manifestação, mas pede que seja cumprida a lei, como pediu hoje nesta conferência de imprensa que terminou há pouco.

E por ti escutada e aqui trazidas as linhas essenciais desta conferência de imprensa, Miguel Pinheiro Correia, jornalista do Observador, que esteve de resto esta madrugada também na Praça Dom João I. O Miguel estava nos aqui conta de uma decisão do movimento que desde sábado tem organizado este acampamento na Praça Dom João I. Há uma nova concentração agendada para às 19h, depois da carga policial desta madrugada ter acabado por conduzir à desmobilização dos manifestantes.

E a PSP justifica em comunicado a intervenção na Praça Dom João I com alegados comportamentos de resistência por parte de alguns manifestantes.

Sim, a PSP explica em comunicado que foi pedido aos manifestantes que cessassem o ruído e recolhessem as tendas. Houve manifestantes que resistiram a este pedido dos agentes da PSP, resistência que esteve na origem da carga policial. No comunicado, a PSP explica também que as reuniões e manifestações em lugares públicos, como é o caso, não podem prolongar-se para lá da meia-noite e meia. E a PSP confirma ainda que da carga policial resultaram alguns feridos, sendo que não avança com nenhum número em concreto. Dá conta que um dos feridos é um agente da Polícia de Segurança Pública, não esclarece se são ferimentos graves, ligeiros ou para que unidade de saúde foi transferido este agente da Polícia de Segurança Pública.

"Não sejam egoístas", é o pedido feito pelo primeiro-ministro a partidos, associações e movimentos de cidadãos que queiram replicar em Portugal os protestos pelo direito à habitação que têm ocorrido em outros países, como por exemplo, em Espanha.

Um apelo feito esta manhã por Luís Montenegro, em Bruxelas.

Espero que os partidos políticos, movimentos associativos, organizações portuguesas não caiam na tentação de, por razões meramente egoísticas da sua própria ação, importarem para Portugal climas de instabilidade, de contestação Que não têm, de fato, respaldo na sociedade portuguesa.

O pedido de Luís Montenegro à entrada para a reunião do Conselho Europeu de dois dias, que arrancou esta manhã em Bruxelas, confrontado com os incidentes desta madrugada na cidade do Porto.

Um Conselho Europeu com vários temas em cima da mesa, desde logo a resposta dos 27 Estados-membros à subida do preço da energia.

Que passa, por exemplo, explica o primeiro-ministro, por encontrar uma posição comum que contribua para desbloquear os constrangimentos à navegação no Estreito de Ormuz, na origem da subida do preço do barril de petróleo.

É uma intervenção diplomática da União Europeia, uma contribuição para que as partes possam aproximar posições e se possa estabelecer não apenas um cessar das hostilidades, mas de condições de navegabilidade, sobretudo no Estreito de Ormuz, que permitam o restabelecimento e a estabilização do funcionamento dos mercados.

Isto numa altura em que o barril de Brent, que serve de referência para Portugal e boa parte dos países europeus, continua a ser negociado acima da barreira dos $100. Há pouco estava a ser vendido a $104, ainda assim abaixo do valor de fecho da última sessão.

E Miguel, o presidente-executivo da Lufthansa considera ou confirma que é objetivo da companhia aérea alemã adquirir a totalidade do capital social da TAP.

Numa conferência de imprensa esta manhã destinada a esclarecer o mercado sobre a operação que vai permitir à Lufthansa, num primeiro momento, ficar com até 49,9% da TAP. Carsten Spohr diz que é a primeira vez que o grupo alemão compra uma companhia aérea lucrativa, uma oportunidade a não perder. Salienta também o presidente-executivo da empresa, por exemplo, o potencial de crescimento do grupo no mercado sul-americano, em especial no Brasil. E sim, confirma que a Lufthansa quer mesmo ficar com a totalidade do capital social da TAP.

A concretizar-se, o governo espera, ainda assim, continuar a influenciar o futuro da companhia.

É isso que diz o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, foi convidado explicador desta manhã da Rádio Observador. Explica que a venda total da TAP pressupõe que o Estado fique com 5% da Lufthansa, participação que deve conferir ao Estado português o poder de influenciar.

Esta ideia de manter as 5%, aquilo que foi a sugestão, é também uma ideia de alinhamento, porque reparem, muitas vezes falamos daquilo que pode ser o potencial upside deste negócio para a Lufthansa. Tivemos os 5% da entidade conjunta, somos também coparticipantes e vamos beneficiar simultaneamente desse upside. E, portanto, essa é a lógica. É termos uma voz nos temas que nos preocupam: hub, marca, sede, rota-chave, diáspora, enfim, já falámos muito disso. E também continuar a manter uma parte do upside sobre esta operação.

Declarações do secretário de Estado das Infraestruturas, convidado ao programa Explicador da Rádio Observador. Ontem o ministro Miguel Pinto Luz afirmou que o governo procura um consenso para privatizar a totalidade da TAP. O ministro das Finanças considera que seria um erro histórico não avançar com a venda da companhia aérea portuguesa a 100%.

E a Justiça alemã condenou os dois homens acusados de planearem atentados contra a vida de personalidades da comunidade judaica a residir precisamente na Alemanha.

O Tribunal Regional Superior de Hamburgo deu como provadas as acusações de espionagem e tentativa de assassinato. Estes dois suspeitos, um de nacionalidade dinamarquesa, o outro de nacionalidade afegã, foram condenados esta manhã a penas de prisão efetiva. O principal suspeito vai ficar oito anos e meio preso. O cúmplice foi condenado a quatro anos e meio, também prisão efetiva. De acordo com a decisão do tribunal, os dois homens teriam a planear ataques na comunidade judaica alemã a pedido dos serviços secretos iranianos. Havia também planos para provocar incêndios em sinagogas. O processo começou no ano passado, quando os dois suspeitos foram detidos na Dinamarca e mais tarde extraditados para a Alemanha para julgamento. Vão agora cumprir pena no país.

Meio-dia e 10, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade a esta hora?

O presidente ucraniano anuncia que vão ser retomados os ataques contra refinarias russas, apesar do cessar-fogo energético entre Kiev e Moscovo, anunciado por Donald Trump no fim de semana. Numa entrevista ao jornal britânico Financial Times, Volodymyr Zelensky afirma que apenas se comprometeu com os Estados Unidos para uma pausa de três dias e uma pausa que não era definitiva. O chefe de Estado ucraniano diz ainda que não está irritado com o presidente norte-americano pelo distanciamento que o Trump adotou em relação a Kiev. Autorizou a importação de gasóleo da Rússia. Zelensky, noutra entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan, disse que se sente pessoalmente traído por Trump ao fim de quatro anos de guerra. Uma nova sondagem de intercâmbios para o Correio da Manhã, CMTV e Negócios e Now revela que há um empate técnico entre PS, CHEGA e AD nas intenções de voto para as eleições legislativas. O Partido Socialista surge no primeiro lugar com 22,5%, uma vantagem muito curta para o CHEGA, 22,1. A AD está em terceiro, conta com 20% das intenções de voto.

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