Matthew Hauser justifica-se a Vilaça: "É preciso ser cão" para vencer
O dia seguinte à conquista do Mundial de Triatlo de Elites ficou marcado pelas acusações de Vasco Vilaça contra o rival direto, que acabou por levar a melhor na final de Pontevedra, em Espanha.
"Achei muito feio o modo como ele acabou a prova. Deveria haver regras contra isto. Isto foi o maior anti-fair play que já vi. A forma como ele se atira para cima de mim, bloqueia e puxa-me para o lado. Tive que começar a lutar contra ele, senão nem conseguia entrar na meta", revelou.
A resposta de Matthew Hauser, que mesmo com esta vitória não revalidou o título de campeão do mundo, não se fez tardar. O triatleta pediu desculpa ao português, mas confessou ter sido uma atitude propositada.
“Por vezes temos de fazer este tipo de coisas para vencer, é preciso ser cão. Eu não tinha perdido nenhum sprint para ele esta época e não queria perder agora”, justificou, em declarações à ABC australiana.
“A parte bonita do desporto é sermos realmente justos e respeitarmo-nos uns aos outros, quem é mais forte do que nós e trabalhar para sermos melhores. Custou-me muito no momento, estive ali um minuto depois da prova muito chateado com isso, mas não quis estragar o meu momento de celebração do título mundial", concluiu Vasco Vilaça.
O português seguia entre os três primeiros na reta final da prova, aproximando-se progressivamente de Hauser, que seguia destacado na frente.
Vilaça chegou a concluir a ultrapassagem, mas, à chegada da meta, perdeu a posição para o australiano, que viria a terminar e primeiro lugar, de acordo com o sistema de revisão de vídeo.
O triatleta do Benfica tornou-se, ainda assim, o primeiro português a conquistar o título mundial no campeonato masculino. Vanessa Fernandes já o tinha conseguido no feminino, em 2007.
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