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Friday, September 11, 2026

Coca-Cola lança no Brasil a linha ZZ: ‘Somos o maior mercado da Coca-Cola Zero no mundo’, diz CEO

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Para quem evita cafeína à noite, mas não abre mão de uma Coca-Cola, a companhia decidiu ampliar o cardápio no Brasil.

A Coca-Cola ‘Zero Cafeína Zero Açúcar’, que também tem zero calorias, começa a chegar às prateleiras brasileiras neste mês com uma missão específica: ampliar o espaço da marca durante a noite, do jantar às sessões de filmes e séries ou encontros com amigos.

A novidade chega em um momento em que o Brasil ganhou relevância dentro da estratégia de bebidas sem açúcar da Coca-Cola.

“O Brasil já é o maior mercado da linha Zero da Coca-Cola no mundo”, afirma Luciana Batista, presidente da Coca-Cola Brasil.

A mudança acompanha uma transformação no comportamento do consumidor, que tem buscado alternativas com menor ingestão de açúcar e calorias, diz Batista.

“Estamos tendo um crescimento muito grande da linha Zero, reconhecendo que muitos consumidores estão optando pela redução calórica”, afirma Batista. “A Coca-Cola Zero vem apresentando taxas de crescimento dignas de startups”.

A estratégia faz parte de um movimento mais amplo da companhia para adaptar uma marca de quase 140 anos a diferentes perfis e momentos de consumo.

“Queremos ser uma empresa total de bebidas e estar presente em todas as ocasiões de consumo para todos os consumidores”, diz Batista.

A Coca-Cola zero zero zero que será vendida no Brasil será produzida pelos 7 engarrafadores do Sistema Coca-Cola Brasil: Andina, Bandeirantes, Brasal, FEMSA, Solar, Sorocaba e Uberlândia.

A Coca-Cola ZZZ

Sem cafeína, açúcar ou calorias, a Coca-Cola ZZ foi desenvolvido para consumidores que querem tomar Coca-Cola à noite, mas preferem evitar a cafeína nesse período. O produto nasceu e já é vendido na Europa e agora chega ao Brasil.

A embalagem também é nova: a lata ganha uma combinação de preto e dourado, criada para reforçar o posicionamento ligado ao consumo noturno.

A aposta, segundo Raquel Ribeiro, diretora de Marketing da marca Coca-Cola Brasil, considera mudanças nos hábitos dos consumidores, que têm usado a noite não apenas para festas e socialização, mas também para momentos de descanso, refeições, filmes e encontros em casa.

“Entendemos que as pessoas valorizam as suas noites e estão sempre em busca de algo que complemente o seu estilo de vida. A Coca-Cola Zero Cafeína Zero Açúcar foi desenhada especificamente para atender a essa necessidade”, afirma.

Quando será lançada a nova Coca-Cola?

O lançamento oficial da Coca-Cola ZZZ está previsto para acontecer durante o Rio Gastronomia 2026, realizado no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro. O evento começa em 17 de setembro e terá ações para que o público experimente a bebida.

Ao longo do mesmo mês, o produto começa a ser distribuído em todas as regiões do país, inicialmente em embalagens individuais, com latas de até 350 ml.

O lançamento também mostra como a Coca-Cola tenta ampliar seu portfólio sem abandonar o produto que construiu a marca.

“A gente quer ser uma empresa total de bebidas e estar presente em todas as ocasiões de consumo para todos os consumidores”, afirma Batista. “Isso, claro, passa pela força do nosso produto principal, que é a Coca-Cola Original, mas também passa por reconhecer que consumidores são diferentes e, eventualmente, o que eles querem consumir em diferentes ocasiões também é distinto.”

Para Batista, acompanhar essas mudanças será uma das principais tarefas da companhia nos próximos anos.

“O que eu vejo que é muito importante é a gente conseguir evoluir junto com o consumidor à medida que o paladar dele evolui e o estilo de vida dele evolui”, afirma. “Cabe a nós ter o portfólio que ele precisa em cada um desses momentos.”

A Coca-Cola quer vender mais do que 'Coca-Cola'

A mudança também faz parte de uma estratégia maior. A multinacional busca se consolidar como uma “empresa total de bebidas”, isso significa disputar espaço não apenas com refrigerantes tradicionais, mas com isotônicos, bebidas funcionais, águas, sucos, cafés, chás e até bebidas alcoólicas prontas para beber.

No segundo trimestre de 2026, por exemplo, enquanto os refrigerantes gaseificados cresceram 4% globalmente, o conjunto formado por água, bebidas esportivas, café e chá avançou 6%.

No caso das bebidas alcoólicas, a companhia busca combinar marcas conhecidas com coquetéis e ocasiões de consumo em que historicamente tinha menor participação.

Batista ressalta, no entanto, que isso não significa abandonar o centro do negócio.

“Nossa liderança segue sendo na categoria de bebidas não alcoólicas”, afirma.

A transformação do portfólio ganha peso especialmente no Brasil. O país já é o 4º maior mercado da Coca-Cola no mundo e, segundo Batista, fica constantemente entre os 3 mercados que mais contribuíram para o crescimento absoluto da companhia nos últimos três anos.

Os resultados mais recentes reforçam o peso do país. No segundo trimestre de 2026, o Brasil esteve entre os mercados que lideraram o crescimento de volume da Coca-Cola globalmente. Na América Latina, o volume avançou 3%, e a companhia ganhou participação em valor, puxada por Brasil e México.

É nesse cenário que a Coca-Cola prepara um ciclo de R$ 30 bilhões em investimentos no Brasil até 2030, que deve envolver expansão de fábricas existentes, novas unidades industriais, centros de distribuição, frota, equipamentos nos pontos de venda e iniciativas comerciais e ambientais.

A chegada da Coca-Cola ZZZ é apenas uma das peças de uma estratégia mais ampla.

“Uma empresa do nosso tamanho nunca cresce por uma coisa só. É uma soma de várias iniciativas, com muita consistência ao longo do tempo.”

Veja a entrevista completa de Luciana Batista, no "De frente com CEO", da EXAME:

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