Trump leva à Suprema Corte dos EUA ação contra Hillary Clinton relativa à eleição de 2016
Em 2022, quando já não ocupava o cargo após perder a eleição de 2020, Trump processou Hillary, Comey, o ex-oficial da inteligência britânica Christopher Steele, o Comitê Nacional Democrata e vários outros em uma longa ação movida no tribunal federal da Flórida.
Trump, que tem um histórico de processar adversários, alegou que, na corrida para a eleição de 2016, Hillary conspirou com aliados para desacreditá-lo por meio de uma “narrativa falsa” de que ele e sua campanha teriam agido em conluio com a Rússia. A longa ação alegava “criminalidade organizada” e uma “conspiração para cometer falsidade prejudicial”, entre outras alegações.
Trump derrotou Hillary naquela eleição, apesar de ter perdido o voto popular nacional, e cumpriu seu primeiro mandato de 2017 a 2021.
Autoridades do governo dos EUA acusaram a Rússia de interferir na eleição de 2016, e uma investigação liderada pelo ex-chefe do FBI Robert Mueller documentou contatos extensos entre a campanha de Trump e agentes russos que buscavam influenciar a eleição a seu favor. Trump chamou a ideia de interferência russa de “farsa”.
Desde que perdeu para o democrata Joe Biden em 2020, Trump tem feito alegações falsas de fraude eleitoral generalizada na eleição daquele ano. Trump reconquistou a Presidência ao derrotar a democrata Kamala Harris em 2024 e continua a fazer essas alegações falsas.
O juiz federal Donald Middlebrooks indeferiu a ação movida por Trump contra Clinton, citando inúmeras falhas, incluindo o fato de Trump ter esperado tempo demais para apresentar algumas das alegações. O juiz comparou a ação de Trump a um “manifesto político de duzentas páginas que expõe suas queixas contra aqueles que se opuseram a ele”.
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