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Saturday, September 26, 2026

Mundiais Ciclismo. Demi Vollering chegou finalmente ao arco-íris

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Favorita número um ao arco-íris, a neerlandesa de 29 anos tornou-se hoje na segunda ciclista a alcançar a ‘Tripla Coroa’, após a compatriota Annemiek van Vleuten, em 2022, juntando o título mundial de fundo ao Tour e ao Giro, provas nas quais é a campeã em título.

“Ainda não consigo acreditar”, disse uma emocionada Demi Vollering, destacando que trabalhou “tanto para alcançar este objetivo” e elogiando as colegas de seleção, que se sacrificaram para a ajudar a chegar ao título.

Foi uma jornada de incertezas para a nova ‘dona’ do arco-íris, que se isolou, foi apanhada, esteve no grupo perseguidor e acabou por derrotar a arquirrival Kasia Niewiadoma ao sprint, com a polaca a cortar a meta, no final dos 180,4 quilómetros entre Brossard e Montreal, com as mesmas 04:45.09 horas da vencedora.

Em terceiro, pela quarta vez na carreira, ficou a experiente Elisa Longo Borghini, que gastou mais quatro segundos e repetiu o bronze de 2024, 2020 e do distante ano de 2012.

As portuguesas Daniela Campos, Raquel Queirós e Beatriz Roxo não concluíram uma prova na qual a bicampeã mundial de contrarrelógio, a suíça Marlen Reusser, falhou as medalhas, sendo quarta a oito segundos.

Campos ficou envolvida numa queda grave, a menos de 95 quilómetros da meta, que apanhou a canadiana Magdeleine Vallières, então campeã mundial em título – acabaria por ‘encostar’ três dezenas de quilómetros depois – e a sueca Caroline Andersson, que ficou inanimada no chão e foi transportada para o hospital.

Principal candidata ao título, Vollering atacou a pouco mais de 38 quilómetros do final, correspondendo ao incansável trabalho das companheiras dos Países Baixos, mas foi apanhada já dentro dos derradeiros 16 quilómetros por Niewiadoma, Reusser, pela francesa Juliette Berthet e por Longo Borghini, que atacou na última passagem pela meta.

Como tantas outras vezes, as candidatas preferiram ficar a marcar-se do que perseguir a italiana, que, contudo, quebrou fisicamente e foi ultrapassada pela neerlandesa e pela polaca, duas ciclistas com um histórico de animosidade desde que Niewiadoma atacou Vollering quando esta caiu no Tour2024 e acabou mesmo por vencer a prova.

A agora vice-campeã mundial poupou-se ao máximo, evitando trabalhar, e tentou a sua sorte a quatro quilómetros da meta, sem conseguir deixar para trás a vencedora de cinco grandes Voltas – também ganhou a Vuelta em 2024 e 2025 e o Tour2023.

Apesar da aproximação nos derradeiros metros de Longo Borghini e Reusser, Vollering manteve a calma e lançou o sprint no momento certo, acrescentando mais uma linha a um currículo invejável, no qual fica agora a faltar apenas um título olímpico.

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