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Friday, September 18, 2026

Presidenciáveis criticam reajuste no Bolsa Família anunciado por Lula

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Candidatos ao Planalto criticaram o ajuste anunciado nesta quinta-feira (17) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Bolsa Família e chegaram a chamar a medida de "ato de desespero".

O piso do benefício sai de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777.

Flávio Bolsonaro (PL) criticou a medida e afirmou que o aumento do benefício foi um "ato de desespero" do mandatário.

"Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha, porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é proibido durante as eleições. Ele acha que vai enganar alguém 17 dias antes das eleições. Ele sabe que isso não pode”, afirmou Flávio em comício em Vitória da Conquista (BA).

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Ronaldo Caiado (PSD) disse que aprovar o reajuste "a 17 dias da eleição escancara o uso eleitoreiro do programa".

"Ninguém é contra apoiar quem mais precisa, e o valor do Bolsa Família deve proteger quem vive em vulnerabilidade. Mas aprovar R$ 5,8 bi de reajuste a 17 dias da eleição escancara o uso eleitoreiro do programa. A dívida do país está no vermelho. É um desgovero que rifa o futuro do país sem o menor pudor", escreveu Caiado nas redes sociais.

Romeu Zema (Novo) também criticou o reajuste e acusou mostrar "o desespero do Lula depois de perder a liderança nas pesquisas do segundo turno".

Em nota, Zema disse que que Lula "age de forma irresponsável" e declarou ter, entre suas propostas, um prêmio para "valorizar as famílias que conseguirem vencer a pobreza".

"Eu proponho um prêmio de R$5 mil para quem trocar o Bolsa Família pela carteira assinada", sugeriu.

Renan Santos (Missão) afirmou que vai protocolar uma ação na Justiça Eleitoral para derrubar o reajuste.

"Estou entrando agora na Justiça Eleitoral para derrubar essa medida populista e criminosa do Lula. Os demais não vão fazer isso porque são medrosos e têm medo de se indispor com esse eleitor que o Lula está comprando. Eu não tenho medo. Eu sou um líder que agirá de maneira correta nos momentos mais duros", afirmou.

Renan disse, ainda, que é contra aumentos no benefício. Só vai receber bolsa família quem precisa, estritamente. Quem pode trabalhar, vai trabalhar e eu vou criar frente de trabalho. É isso que brasileiro sério faz. Eu respeito quem paga a conta", declarou em vídeo.

Ação é rejeitada no TSE

O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), rejeitou uma ação que questionava o reajuste de 15% do Bolsa Família.

A representação foi protocolada na Justiça Eleitoral pelo deputado Zé Trovão (PL-SC) e pedia a derrubada da medida.

O ministro relator não chegou a analisar o mérito da questão. A ação foi rejeitada porque o autor não tem legitimidade ativa para propor esse tipo de processo nesta instância, já que concorre na instância estadual.

Na decisão, Mendonça lembra que, como Zé Trovão concorre a um cargo proporcional estadual – o de deputado federal por Santa Catarina –, ele não possui competência jurídica para questionar no tribunal atos voltados à eleição presidencial, de abrangência nacional.

No pedido, o parlamentar de oposição questionava o momento escolhido por Lula para dar o aumento e sustentava que isso poderia "desequilibrar" a disputa eleitoral. O congressista usou como base a Lei das Eleições, que estabelece que, em anos eleitorais, é proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios pela administração pública, ressalvados os programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior.

Aumento no Bolsa Família

De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, o reajuste corresponde à recomposição da inflação, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). O reajuste será de 15,04%.

O benefício no valor corrigido começará a ser pago em outubro. Para este ano, o impacto fiscal é de R$ 5,8 bilhões. A previsão é de que o reajuste custe R$ 22 bilhões em 2027. O governo ajustará o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) que enviou ao Congresso Nacional.

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