Rio com 500 crocodilos vai sediar provas dos Jogos Olímpicos de 2032
“Fitzroy passou com distinção” na avaliação técnica e especializada, revelou, esta quinta-feira, o primeiro-ministro de Queensland, responsável pela proposta do rio como local para a competição, realizada em março do ano passado.
As federações britânica, neozelandesa e alemã já haviam manifestado a sua preocupação quanto a esta escolha, que consideram colocar em risco a segurança e sustentabilidade do local. As federações internacionais de canoagem e remo apoiaram, no entanto, a decisão.
“Sabemos agora que o rio Fitzroy é capaz de proporcionar condições de competição justas durante o período dos Jogos”, referiu, confiante, Jean-Christophe Rolland, presidente da World Rowing.
"Há tubarões no oceano e ainda se fazem provas de surf”, expressou, em 2025, o presidente do Comité Organizador dos Jogos Olímpicos de Brisbane 2032, eleito pelo COI.
Em entrevista à BBC Radio, Drew Ginn, atleta de remo e três vezes ouro olímpico, minimizou esta questão: “Pessoalmente, não tenho medo dos animais australianos, mas nunca tive um crocodilo perto de mim. Tenho a certeza de que todos os atletas remariam mais rápido. Não acho que essa preocupação seja a prioridade máxima”.
Para além da ameaça dos animais que vivem no rio Fitzroy, as fortes correntes são outra das preocupações entre federações e atletas, mas o problema já foi afastado pelos especialistas responsáveis pelo relatório.
O rio vai receber as provas de remo, remo paralímpico, canoagem de velocidade e canoagem paralímpica.
O local alberga outras competições locais e nacionais de desportos de águas planas e tem, por isso, planos de contingência preparados para eventuais aproximações dos crocodilos.
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