Gaza tem 61 milhões de toneladas de entulho e até 10 mil corpos soterrados

O Programa Mundial de Alimentos (WFP, na sigla em inglês) atua na abertura de vias, inicialmente com a remoção de destroços para as laterais das ruas. Nehal Abu Hassan, integrante da equipe, afirma que os materiais reciclados têm qualidade inferior à dos usados normalmente em estradas, mas diz: "Não há alternativa".
Israel restringe a entrada de equipamentos necessários para a operação, sob a alegação de que itens que não sejam comida ou remédios podem ter uso duplo e beneficiar o Hamas. As máquinas disponíveis em Gaza estão desgastadas e sofrem interrupções frequentes por falta de peças, óleo e outros recursos.
Corpos e explosivos dificultam a retirada
Entre 8.000 e 10 mil corpos podem continuar soterrados, de acordo com estimativas citadas pelo Pnud. O órgão trabalha com entidades como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha para localizar áreas prioritárias e identificar os restos mortais.
Relatório também prevê procedimentos forenses para identificar os corpos e assegurar o respeito aos ritos funerários religiosos. "Isso é extremamente importante para as famílias em Gaza", afirma Jaco Cilliers, representante especial do programa na Palestina.
Bombas não detonadas e materiais como amianto ameaçam trabalhadores e famílias que retornam às áreas atingidas. As equipes coordenam o trabalho com o serviço da ONU de remoção de minas, a organização britânica Halo Trust e outras entidades para marcar locais perigosos.
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