4h. Empresa do Minho vai distribui robôs humanoides chineses
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As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.
Muito boa noite. Lionel Messi já disse adeus à seleção nacional argentina. Aos 39 anos, o capitão da Albiceleste entrou em campo pela última vez com a camisola da seleção no Monumental, em Buenos Aires. Perante cerca de 85 mil pessoas, Messi foi homenageado antes, durante e depois do jogo, numa noite marcada pela emoção, não só do jogador, mas também vinda das bancadas. Houve palmas, música, drones e fogo de artifício. Messi despede-se da Argentina depois de mais de duas décadas na seleção. No final do jogo, o camisola 10 agradeceu por tudo. "É difícil dizer alguma coisa hoje. Há muitas emoções, muitas coisas a passar-me pela cabeça. Obviamente, a primeira coisa em que penso é no meu pai. Só me resta agradecer, tal como disse na carta de despedida. Foi um enorme orgulho para mim defender esta camisola durante todo este tempo, mais de 20 anos. Mesmo nos piores momentos que passamos e que eu vivi, nunca deixei de lutar, de dar o meu melhor, de querer estar sempre presente. Não voltar a jogar vai ser uma grande dor. Acreditem que gostaria de jogar para o resto da vida, porque jogar pela seleção da Argentina é a coisa mais bonita que pode acontecer." Palavras de Lionel Messi na despedida da seleção argentina. São 208 internacionalizações e 126 gols, números que fazem de Messi o jogador com mais jogos e mais gols pela Albiceleste. A carreira na seleção fica ainda marcada por cinco grandes títulos: o ouro olímpico em 2008, a Copa América em 2021 e em 2024, a Finalíssima em 2022 e o Mundial no Catar, também em 2022. Na última dança de Lionel Messi, a Argentina venceu o Benin por 3 x 0, com o capitão a participar nos três gols, duas assistências a Otamendi e Nico Paz e a finalizar um gol de pênalti de Messi no final do jogo. Cristiano Ronaldo quebra o silêncio, pede desculpa por ter abandonado a equipa e diz estar disponível, como sempre, para competir por Portugal. Ainda assim, o internacional português acusa Jorge Jesus de faltar às promessas e de ter uma atitude de "quero, posso e mando". Quase uma semana depois de ter abandonado o estágio da seleção em Copenhague, na Dinamarca, Cristiano Ronaldo pronunciou-se sobre a polêmica. Através de um comunicado, Ronaldo ordena cronologicamente todos os acontecimentos, desde a eliminação de Portugal do último campeonato do mundo até ao triunfo da equipa das Quinas frente à Noruega. Pede desculpas aos portugueses e aos colegas de equipa e diz estar disponível para cumprir o castigo que a federação considere apropriado. João Lourenço.
Pela primeira vez e na primeira pessoa, Ronaldo afirma que tinha a intenção de abandonar a equipa das Quinas no final do Campeonato do Mundo. Revela que Pedro Proença sugeriu ponderação no passo seguinte e anunciou-lhe que Jorge Jesus seria o homem que iria suceder a Roberto Martínez. Ronaldo encontrou-se com Jesus por duas vezes antes do início dos trabalhos de Portugal com vista aos quatro jogos da Liga das Nações. Ficou definido o plano de jogos de CR7 para esses quatro desafios. Seria titular em dois, iria para a bancada nos restantes. O plano não foi cumprido e Ronaldo acusa Jesus de falhar a promessa ao não entrar no desafio frente à Noruega. Para acalmar os ânimos, houve nova reunião entre Ronaldo e Jesus, já com a presença do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença. Ronaldo pediu a JJ que dissesse, em conferência de imprensa, que o capitão ama a seleção, que sempre foi exemplar, leal e profissional. Pediu ainda para que o selecionador admitisse o erro de colocar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona a aquecer, para depois não o colocar em jogo. Ronaldo ouviu Jesus, não gostou e foi-se embora. Diz que o selecionador falhou nova promessa, teve uma postura incorreta e uma atitude de "quero, posso e mando". Na parte final do comunicado, Ronaldo afirma que errou quando decidiu abandonar o estágio da seleção e pede desculpas aos colegas e aos portugueses, mas reforça que a quebra de palavra tem um impacto definidor. Quanto ao abandono, refere que a consequência do ato deve ser avaliada e punida pela federação sem qualquer tipo de atenuantes. Já quanto a jogos de despedida, Ronaldo diz que haverá tempo para isso, mas reforça que está na seleção para competir.
O jornalista João Lourenço com os principais destaques do tão aguardado esclarecimento de Cristiano Ronaldo. De acordo com o regulamento disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol, o capitão da seleção nacional arrisca uma suspensão entre um e seis meses e uma multa entre os €500 e os €1.000. Confrontado pelos jornalistas à porta de casa sobre a carta de Cristiano Ronaldo, Jorge Jesus disse que ainda não tinha tido a oportunidade de ler o documento Em França, depois de um dia de caos, com escolas bloqueadas e centenas de milhares de pessoas nas ruas, o governo começa agora a preparar o regresso à normalidade. Através de um comunicado aos diretores, o Ministério da Educação francês deu instruções para a reabertura gradual das escolas a partir desta quarta-feira. Segundo as indicações do ministério, os primeiros a regressar serão os alunos do último ano. Cada escola deverá ainda reservar algumas horas do dia para ouvir os estudantes, que vão poder apresentar propostas e discutir os problemas do ensino nas escolas. Mas a contestação pode estar ainda longe de terminar. A principal organização sindical dos estudantes do ensino secundário avisa que os protestos vão intensificar-se enquanto os alunos não forem ouvidos. Esta terça-feira, de acordo com o Ministério do Interior francês, mais de 260 mil pessoas saíram às ruas. Só na capital, Paris, foram mais de 56 mil. Há ainda registo de mais de 6 mil detidos e de pelo menos mil feridos, sobretudo elementos das forças policiais. O presidente de França, Emmanuel Macron, reuniu-se no Eliseu com o primeiro-ministro e os ministros da Educação e do Interior para fazer um ponto de situação dos protestos estudantis. Ao journal Le Parisien, um conselheiro do Eliseu disse que Macron está particularmente descontente com aquilo que considera ter sido uma resposta policial demasiado dura e pouco empática. O líder francês terá pedido ao governo que dê agora prioridade ao diálogo com os estudantes. A Organização Mundial da Saúde pede transparência à Rússia perante a suspeita de um possível caso de peste pneumónica. O alerta surge depois da morte de uma técnica de laboratório num instituto russo dedicado ao estudo e controle da peste. O diretor-geral da OMS diz que é necessária uma comunicação oportuna, completa e transparente para esclarecer informações contraditórias e avaliar os riscos para a saúde pública. A OMS adianta que já pediu informações adicionais às autoridades russas. O caso está também a ser acompanhado pelos Estados Unidos. O presidente Donald Trump diz que pretende falar muito em breve com Vladimir Putin sobre a situação e garante que Washington está disponível para ajudar a Rússia. Até agora não há confirmação de um surto de peste. As autoridades russas dizem que não foram registados casos da doença na cidade de Irkutsk e que as pessoas que estiveram em contacto com a técnica estão a ser monitorizadas. Na política, o PS confirma que vai viabilizar o Orçamento do Estado para evitar o que diz ser um precipício político. Em conferência de imprensa, depois da reunião do secretariado do partido, o dirigente socialista André Moz Caldas diz que o PS considera que o país não deve entrar em duodécimos no início do próximo ano e que a viabilização do Orçamento do Estado para 2027 pretende evitar uma situação de instabilidade política indesejável. André Moz Caldas garante ainda que o Partido Socialista vai honrar o compromisso público que assumiu e que só pondera rever a posição se existirem no Orçamento medidas-surpresa que entrem em conflito com as posições políticas do partido. São declarações do dirigente socialista já depois de José Luís Carneiro ter anunciado, na semana passada, que vai propor aos órgãos do partido a abstenção na votação do Orçamento do Estado, que vai ser apresentado esta sexta-feira. O Chega vai pedir um debate de urgência no Parlamento para discutir o bloqueio à Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves. O líder do Chega, André Ventura, acusa o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, de levar a cabo uma proteção indecorosa do Ministro da Administração Interna. O partido já tinha enviado uma carta dirigida a Aguiar Branco, na qual contesta a forma como o processo tem sido conduzido. Agora, Ventura anuncia que o Chega vai pedir um debate de urgência no Parlamento ainda esta semana.
Nós vamos pedir para a primeira hora de quinta-feira desta semana, um debate de urgência no Parlamento, precisamente sobre a proteção absolutamente indecorosa e inaceitável que Luís Neves está a ter do sistema político português, a começar pelo presidente Aguiar Branco. Enquanto este bloqueio se mantiver, nós também não vamos desistir dele e vamos continuar a lutar por aquilo que é a regra básica da transparência em Portugal.
Declarações de André Ventura, líder do Chega, diz que o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, é vítima de sequestro de interesses partidários do PSD e do PS. Olha o robô. Portugal vai passar a ter disponíveis vários modelos de robôs humanoides. Trata-se de um acordo de cooperação entre a empresa minhota SdataAI e o mercado chinês de inteligência artificial. Assinalaram esta terça-feira a parceria para que a empresa se torne numa distribuidora oficial de robôs humanoides em Portugal. Estas máquinas são cada vez mais inteligentes e capazes de tarefas complicadas. O mercado está em expansão e Portugal não quer ficar para trás, mas José Rafael Lopes, ainda falta até chegar à casa dos portugueses.
Com preços a começar nos $26 mil pelos modelos mais simples, que podem subir até mais de 160 mil por cada um, os robôs humanoides ainda estão longe de ser uma certeza para milhões de portugueses, mas isso não significa que a tecnologia não tenha vindo para ficar. Paulo Silva, da SdataAI, não tem dúvidas: este é um investimento decisivo num novo mundo.
Não tenho é grandes dúvidas que nos próximos três anos os robôs humanoides vão andar no meio de nós, seja na nossa fábrica ou na nossa casa.
Um objetivo para breve, mas agora a atenção é outra.
O nosso foco inicial é a indústria, por razões óbvias, porque a indústria neste momento tem maior capacidade e interesse em absorver.
Indústria primeiro, porque um robô mordomo ainda está longe de ser viável.
Não é economicamente racional eu ter que comprar um destes robôs lá para casa, por exemplo, para me ajudar a fazer as camas ou passar a ferro, mas eles já o conseguem fazer.
Paulo Silva faz parte da direção da empresa minhota, que chegou a um acordo para se tornar distribuidora de tecnologia em Portugal. Em parceria com o mercado chinês, abrem a porta para a inovação na era da IA. Uma oportunidade de milhões para um mercado que se prevê em crescimento. Os robôs humanoides são capazes de fazer cada vez mais e melhor, e todas as atualizações trazem uma função nova. Enquanto Paulo Silva falava, Luka, um de muitos humanoides, ia mostrando o avanço da tecnologia, que tem nome, mas também voz.
Me chamo Luka, sou Agibot A3. Posso fazer dança, jogar jogos e fazer várias atividades divertidas.
Luka é um robô humanoide, última geração, esqueleto completo e capaz de articular-se. Controlado ainda por comando, é certo, é resultado de horas sem fim de desenvolvimento para o progresso do setor. Luka foi feito para estar presente e deixar de ser uma novidade.
O meu futuro é brilhar em cada palco. Com a evolução da Agibot rumo ao Gissin, trago performances cada vez mais naturais e interações profundas. Em Portugal, quero iluminar a paixão das pessoas com a minha energia e estilo único. Vamos fazer história juntos?
Uma hipótese em cima da mesa e uma certeza.
Seja fornecendo componentes para um próprio fabricante de robôs humanoides, nós podemos vir rapidamente a ter um fabricante de robôs humanoides em Portugal.
Um trabalho do jornalista José Rafael Lopes após o anúncio da parceria entre a SdataAI e a Agibot. Ponto final neste jornal das 04h. A informação está de regresso às 05h. Já a seguir vem a repetição do Contracorrente desta terça-feira. Em debate, as eleições no Brasil.
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