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Friday, October 23, 2026

São precisos 10 anos para resolver a crise da habitação

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Está no ar a conferência de imprensa na Rádio Observador. Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou o Carlos Pedro. A edição de hoje é da jornalista Teresa Freire. Teresa, esta sexta-feira, o "Expresso" escreve que são precisos 10 anos para resolver a crise da habitação.

O semanário escreve que para ter mais casas são precisos mais terrenos, menos burocracia, menos impostos e mais mão de obra. Pelas contas do "Expresso", será preciso uma década.

Mas como, Teresa?

O "Expresso" escreve que entre o momento da decisão de investir e o dia de entrega das chaves da casa a um inquilino ou comprador, passam em média seis anos. Esta é uma das principais dificuldades para resolver a crise da habitação em Portugal. São precisas casas e construí-las demora tempo. O Banco de Portugal estima que de 2015 a 2025, entre a pressão demográfica e a construção de nova habitação, se tenha acumulado um déficit de 300 mil casas, pelas contas do "Expresso", vamos demorar 10 anos a resolver esta crise.

Passamos para o "Jornal Económico", em destaque, os agricultores portugueses que, Teresa, pagam mais 120 milhões do que os espanhóis.

A agricultura portuguesa está a competir com uma desvantagem que começa no depósito dos tratores. Os agricultores portugueses suportam um encargo adicional estimado em cerca de 120 mil milhões de euros em combustível, comparando com os vizinhos espanhóis. Os cálculos são da Confederação Nacional das Corporativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal, sendo que mesmo depois de descontados os apoios públicos, a diferença mantém-se no mercado ibérico, em que os produtos dos dois países, Portugal e Espanha, disputam os mesmos clientes.

No "Público", o destaque vai para o orçamento do INEM, que vai crescer 30%.

O governo estima um aumento de 117 milhões de euros nas taxas INEM, com o alargamento da obrigatoriedade de contratação de apólices de habitação e riscos em catástrofes. Ainda assim, não se sabe quando será aprovado e quando entrará em vigor este novo seguro. Estes 30% vêm do Orçamento do Estado, que prevê dar 330 milhões de euros ao INEM, o Orçamento do Estado para 2027. Se olharmos para os mapas de desenvolvimentos orçamentais do Ministério da Saúde, percebe-se que este aumento resulta essencialmente do crescimento das receitas próprias do instituto na rúbrica intitulada de taxas diversas outras. O Público falou com o presidente do INEM, que já tinha defendido um aumento da taxa INEM de 2,5% para 4% nos seguros em que já é cobrada. Agora, Luís Cabral admite que o mecanismo encontrado pelo governo é menos previsível, mas também permite cobrar as despesas e aumentar o pagamento às associações de bombeiros.

E o "Jornal de Notícias" escreve que o Fisco vai avançar com uma cobrança coerciva aos pais que não pagam as refeições escolares dos filhos.

Isto porque as câmaras municipais de todo o país têm milhões de euros por receber das famílias que não pagaram as refeições escolares dos filhos, sendo que as dívidas acabam por ser cobradas coercivamente pelo Fisco. Os incumprimentos estendem-se também às atividades lúdicas, que ocupam as crianças após as aulas, sendo que as câmaras municipais chegam a não deixar que as crianças vão a estas aulas, atividades lúdicas, mas nunca retiram a possibilidade das refeições. O JN contactou várias câmaras municipais para perceber a situação que cada autarquia vive e estão em destaque neste artigo.

Na imprensa internacional, Teresa, vamos falar do Brasil. Em destaque na Folha de São Paulo, uma nova sondagem que coloca Lula da Silva e Flávio Bolsonaro empatados.

A menos de três dias da segunda volta das eleições, as novas sondagens do Datafolha mostram empate técnico entre os dois candidatos. O filho de Jair Bolsonaro tem 47% nas intenções de voto, enquanto o atual presidente conta com 46%. Mas se excluirmos a percentagem apontada para os votos brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro e Lula da Silva estão a 50/50. A sondagem, que faz manchete esta manhã na Folha de São Paulo, revela ainda que 5% dos brasileiros vão votar em branco, enquanto 2% ainda estão indecisos.

Os destaques da imprensa nacional e internacional. Hoje com a jornalista Teresa Freire.

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