Estudantes estrangeiros enfrentam crise de moradia em Paris
Agora, sem um emprego fixo, ela finalmente fechou um contrato de aluguel de longo prazo: um estúdio de 18 m² no centro da cidade, por 700 euros (cerca de 4 mil reais). Para isso, comprovou renda de trabalhos temporários e pediu ao pai que assinasse como fiador.
"Como estudante, eu sempre fui mostrar que eu era bolsista, que eu recebia um salário. Só que, nesse caso, o que me fez conseguir foi eu ter tido uma conversa franca com meu pai, que não me sustenta há muitos anos. [...] vou precisar da sua assinatura para um termo dizendo que você se responsabiliza financeiramente por mim", explicou Amanda.
Existem alternativas ao fiador tradicional. O Visale, por exemplo, é uma garantia gratuita oferecida pelo governo francês: se o estudante não conseguir pagar o aluguel, o programa cobre a dívida junto ao proprietário e depois cobra o valor do locatário. Já o GarantMe funciona de forma semelhante, mas é um serviço privado e pago, que pode sair bem caro.
Nos dois casos, o estudante ainda precisa comprovar sua capacidade financeira, geralmente apresentando informações sobre a renda dos pais e o apoio financeiro que recebe deles. Isso ajuda a demonstrar ao proprietário que haverá recursos suficientes para cobrir o aluguel todos os meses, reduzindo o risco de inadimplência.
Corrida contra o tempo entre o Visale e o GarantMe
O estudante suíço Dominik viveu esse dilema na prática; sabe bem o custo da crise imobiliária e quão importantes são esses documentos para muitos proprietários. Enquanto esperava pelo Visale, o fiador gratuito do governo, que pode demorar para avaliar o dossiê do locatário, ele acabou pagando pelo GarantMe para não perder o apartamento que estava fechando contrato.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.