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Thursday, October 8, 2026

4h. Marcha pela Vida. Relação diz que só acaso evitou o pior

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As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Muito boa noite. A Relação de Lisboa conclui que só o acaso evitou o pior no ataque com o coquetel molotov à Marcha pela Vida. Os desembargadores consideram fortemente indiciado que o suspeito atirou o rastilho do engenho antes de o lançar contra os manifestantes. No acórdão a que o Observador teve acesso, explicam que o engenho foi lançado num movimento semelhante ao de uma granada na direção das pessoas que participavam no protesto. O engenho só não provocou o incêndio porque a chama se apagou durante o voo. Os desembargadores sublinham o papel do acaso no desfecho deste ataque. Dizem que se a chama não se tivesse apagado, dezenas de manifestantes poderiam ter sofrido queimaduras graves ou até mesmo morrido. O Observador apurou que a investigação do Ministério Público deverá terminar até 16 de outubro, data limite da atual prisão preventiva do responsável pelo ataque. Este é o artigo que faz esta hora manchete em observador.pt, é assinado pelo redator principal Luís Rosa. E o governo entrega esta quinta-feira a proposta de Orçamento do Estado no Parlamento, dois dias antes do prazo limite. Por lei, a proposta orçamental tem de entrar formalmente na Assembleia da República até o dia 10 de outubro. De acordo com uma nota do governo, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, vai entregar o documento no Parlamento às 14h15. Já às 16h, acontece no Ministério das Finanças a habitual conferência de imprensa. Depois de entregue o documento, o Parlamento vai debater nas generalidades a proposta nos dias 27 e 28. A votação final global está prevista para o dia 24 de novembro. O secretário-geral do PS diz não esperar surpresas na proposta de Orçamento do Estado para 2027 e volta a confirmar a viabilização. Em declarações aos jornalistas em Lisboa, José Luís Carneiro reafirma que o partido não vai empurrar Portugal para um precipício e diz acreditar na palavra do primeiro-ministro e do ministro das Finanças sobre o conteúdo da proposta orçamental.

Não vejo que o governo apresente uma proposta que altere substantivamente aquilo que já apresentou à direção da bancada parlamentar. Naturalmente que se trouxesse corte das pensões, aumento dos impostos, alterações do Serviço Nacional de Saúde, isso seriam propostas inaceitáveis. Mas estou a crer na palavra que foi dada pelo primeiro-ministro e também pelo ministro das Finanças.

Declarações de José Luís Carneiro depois de ter anunciado na semana passada a decisão de propor aos órgãos do partido a abstenção na votação do Orçamento do Estado. O líder socialista foi ainda questionado sobre os alertas de Mário Centeno sobre o aumento da despesa pública. Carneiro diz que só o saldo da Segurança Social salva o país do déficit e sublinha que o partido nunca vai ser responsável pelo desequilíbrio das contas do Estado. O porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, critica Mário Centeno, diz que o antigo governador do Banco de Portugal não tem ideias para o país. Em entrevista ao Observador, durante a sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, o eurodeputado e porta-voz do PSD reagiu ao artigo da opinião de Mário Centeno, no qual o antigo ministro e ex-governador diz que Luís Montenegro tem menos controle nas contas públicas do que José Sócrates. À Vicia Suave da Rádio Observador, Sebastião Bugalho diz que Centeno foi habilidoso e critica a falta de ideias.

Lendo aquilo que ele vem dizendo, é que ele não tem uma única ideia para o país. Como devem imaginar, não sou um crítico da autoestima, pelo contrário, pratico bastante. Mas parece-me extraordinário que alguém que foi ministro das Finanças, governador do Banco de Portugal e presidente do Eurogrupo, tendo tido ambições também no Banco Central Europeu e no FMI, aparentemente rogadas, que a única ideia que tem para o país é ele próprio.

Sebastião Bugalho, entrevista à Rádio Observador, vai para o ar na íntegra esta quinta-feira. O social-democrata afasta ainda uma mudança de estratégia no relacionamento entre o governo, o PS e o Chega. Para Sebastião Bugalho, chegar a acordo com os socialistas seria um bônus para o partido de André Ventura.

O PSD e esta liderança do PSD estão convencidos, e até agora ainda não cruzei com nenhum dado que desmente isso, que esta é a forma mais responsável de preservar o sistema político. Se houvesse uma ambiência de bloco central, seria o sonho de André Ventura, porque faria campanha contra todo o sistema aliado em conjunto, como aliás tenta fazer mesmo quando nós não estamos aliados em conjunto. Ele já faz essa campanha sem essa ocorrência, imagine se ocorresse de fato.

Sebastião Bugalho, eurodeputado e porta-voz do PSD, entrevista à Vicia Suave da Rádio Observador, gravada no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, vai para o ar esta quinta-feira. Na atualidade internacional, espera-se um dia de novos protestos estudantis em França. Está marcada para esta quinta-feira à tarde mais uma grande mobilização. As autoridades estão em alerta máximo, temem-se novos confrontos entre os manifestantes e a polícia. Perante a mobilização, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, dirigiu-se esta quarta-feira ao país e anunciou um pacote de medidas para responder às reivindicações dos estudantes. Entre as medidas estão a resposta à falta de professores, a melhoria das condições nas escolas, a reorganização dos horários e mais transparência no acesso ao ensino superior. Sébastien Lecornu promete ainda reforçar o diálogo com os estudantes. As respostas efetivas só serão conhecidas no final do mês. O chefe do governo francês anunciou também um aumento de 1,2 mil milhões de euros no orçamento da educação para 2027, que passa assim a contar com 64 mil milhões de euros. As medidas surgem depois desta quarta-feira, representantes dos sindicatos dos estudantes do ensino secundário e dos universitários terem pedido uma reunião com o primeiro-ministro. Os jovens criticam a falta de medidas concretas por parte do governo e dizem ter propostas próprias para responder aos problemas das escolas, que querem apresentar diretamente a Lecornu. Em Espanha, a noite foi também de protestos e vigílias na sequência da morte de Mari Carmen Abascal. Centenas de pessoas que estavam acampadas na Porta do Sol, em Madrid, abandonaram o local e marcharam até o Congresso dos Deputados, em frente ao Parlamento, onde na semana passada dois decretos do governo para habitação foram chumbados. Os manifestantes gritaram que Mari Carmen não morreu, foi assassinada. A revolta de centenas de pessoas que se concentraram em frente ao Congresso dos Deputados, em Madri, na sequência da morte de Mari Carmen. Houve um minuto de silêncio e foram acesas velas em memória da idosa, também junto à casa onde Mari Carmen viveu durante sete décadas e de onde foi despejada no bairro do Retiro. Dezenas de pessoas juntaram-se esta noite numa vigília de homenagem, com uma greve geral marcada para o dia 11 de novembro. Os manifestantes prometeram não deixar as ruas e continuar a lutar pelo direito à habitação. Mari Carmen morreu esta quarta-feira, aos 87 anos. Estava hospitalizada desde o dia em que foi despejada de casa há duas semanas. As imagens da idosa a ser retirada de maca pelos bombeiros, enquanto centenas de pessoas se concentravam junto ao prédio para tentar impedir o despejo, tornaram-na um símbolo da luta contra a crise habitacional em Espanha. David Belém.

Tornou-se o rosto de uma luta maior. Mari Carmen Abascal tinha 87 anos e vivia há 70 anos na mesma casa em Madri. O contrato de arrendamento tinha sido assinado pelo pai em 1956. Depois da morte do pai, passou pra mãe e quando esta morreu, pra Mari Carmen. Mas a lei espanhola não permitia uma segunda transmissão do contrato nas condições em causa. A proprietária recorreu aos tribunais e depois de vários anos de processo e quatro tentativas de despejo, acabou por conseguir retirar Mari Carmen de casa. Foi a 23 de setembro. A idosa saiu numa maca e foi levada pro hospital. O caso provocou uma onda de protestos em várias cidades espanholas contra a crise da habitação. Perante a pressão, foi alcançado um acordo que permitiria a Mari Carmen regressar a casa, mas chegou tarde demais. Mari Carmen Abascal morreu esta quarta-feira no Hospital Gregorio Marañón, onde estava internada desde o dia do despejo.

Entretanto, os principais líderes políticos espanhóis já reagiram à morte de Mari Carmen Abascal. Através de uma publicação na rede social X, o primeiro-ministro Pedro Sánchez deixou uma mensagem de pesar à família e aos amigos da idosa de 87 anos. Sánchez envia ainda um abraço a todos os que hoje sentem esta perda como própria. Também no X, o líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo, pediu respeito e que a morte da idosa não seja utilizada politicamente: "Nem campanha, nem partidos, nem utilização interessada, não mais pedras no muro", escreve Feijóo na publicação, onde deixa ainda as condolências à família. Mari Carmen morreu esta quarta-feira, duas semanas depois de ter sido despejada da casa onde vivia há 70 anos em Madri. No desporto, André Villas-Boas pede o bicampeonato no futebol e deixa resgados elogios a Francesco Farioli. Na edição número 39 dos Prêmios Dragões de Ouro, no Pavilhão Rosa Mota, o presidente do Futebol Clube do Porto abriu o evento com vários agradecimentos aos responsáveis das conquistas da temporada passada, com especial destaque para o futebol. Villas-Boas afirma que Francesco Farioli foi uma das grandes apostas da temporada passada e destaca o sentido de responsabilidade do técnico azul e branco.

O seu mérito não está apenas no método e no conhecimento do jogo, mas também na capacidade de unir, de ouvir e de fazer cada jogador acreditar na importância do seu contributo. O título reflete a competência da sua equipa técnica, o rigor do vosso trabalho e a excelente gestão humana de elementos fundamentais ao dia a dia de uma equipa de futebol. A confiança e a ligação que esta família criou com ele reconhecem também a sua humanidade. Há um ano, afirmamos a nossa convicção na sua escolha. Hoje, agradecemos a forma como a honrou, sabendo que é o primeiro a exigir cada vez mais de nós.

Com liderança isolada no campeonato, o presidente dos Dragões pede concentração e rigor no detalhe para a revalidação do título nacional.

Já conquistamos as Super Taças de futebol e de basquetebol, mas queremos mais. Queremos ser campeões nacionais de futebol novamente e voltar a ganhar em todas as modalidades. Isso exige atenção ao detalhe, concentração e humildade para corrigir sempre o que estiver errado. Ser o campeão em título aumenta a responsabilidade, não diminui o trabalho. A união que celebramos hoje tem que continuar nas bancadas, nos balneários e em cada departamento, porque o próximo título não se conquista com a recordação do anterior.

André Villas-Boas, o presidente do Futebol Clube do Porto, na intervenção inicial dos Prêmios Dragões de Ouro, aqui num registo do Porto Canal. Está atualizada toda a informação. As notícias estão de regresso às 05:00. Já a seguir, vem a primeira parte da repetição do Contracorrente desta quarta-feira sobre os protestos estudantis em França.

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