Socorro pré-hospitalar pela primeira vez com 581 ambulâncias

Um total de 64 ambulâncias passa esta quinta-feira a integrar o Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), elevando para 581 veículos de socorro o dispositivo dos bombeiros em todo o país, na sequência de protocolos assinados com o INEM.
O presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) referiu à Lusa que o SIEM passou a integrar 64 corpos de bombeiros que até agora não tinham protocolo para a disponibilização dos chamados Postos de Emergência Médica (PEM), ou seja, ambulâncias de socorro com tripulações das próprias corporações.
“Não há nenhuma corporação no país sem acordo com o INEM, a não ser que tenha recusado”, salientou Luís Mendes Cabral, ao adiantar que o financiamento para pagar aos bombeiros está assegurado “de acordo com a gestão financeira conseguida” pelo instituto para este ano.
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) salientou ser a primeira vez que todas as associações humanitárias passam a dispor de Postos de Emergência Médica protocolados com o INEM, o que vai ser assinalado com uma cerimónia na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Merceana, em Alenquer, na tarde desta quinta-feira.
“Este pleno alcançado resulta das negociações concluídas com sucesso e do memorando que daí resultou” entre a LBP, a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde e o INEM em 2024, que previa a passagem gradual de todos os postos de reserva para PEM, adiantou a liga.
No final de junho um acordo entre o INEM e a LBP permitiu que as associações de bombeiros recebessem 10.800 euros mensais por cada ambulância de socorro pré-hospitalar, o que representou um aumento de cerca de 2.000 euros em relação aos valores protocolados anteriormente.
Em causa está um subsídio mensal fixo para compensar a disponibilidade e os encargos com a tripulação de cada ambulância, disponíveis 24 horas e que asseguram cerca de 90% do socorro pré-hospitalar prestado no país.
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Além desse montante fixo, os restantes subsídios variáveis previstos nos protocolos estabelecidos entre o INEM e as associações de bombeiros, destinados a pagar despesas como os quilómetros percorridos e o material disponível nas ambulâncias, são atualizados de acordo com a inflação.
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