Venda de casas caiu 9% até Setembro

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Começa agora mais uma Boa Moeda, Má Moeda das manhãs 360. Olha, a venda de casas caiu até setembro.
Caiu. Deve ter atingido um pico no ano passado e agora, este ano, à medida que os meses vão passando, quando se compara homologicamente, apresenta uma queda. Houve uma queda de 9%, de facto, nos primeiros nove meses deste ano. Estamos a falar do número de habitações vendidas, claro, não do preço, porque esse continua a subir, como sabemos. São dados da Confidencial Imobiliário. E esta descida surge depois do ano 2025 ter sido um ano recorde no setor. Em média, venderam-se este ano 37 mil casas por trimestre, comparam com 41 mil transações no ano passado. E a principal causa desta queda está na descida do mercado de casas usadas. A venda deste tipo de habitação caiu 19% em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, o negócio das casas novas continua a crescer. Entre janeiro e setembro, houve uma subida de quase 11% face ao ano anterior. À medida que vai havendo mais casas novas no mercado, porque a construção, de facto, está a aumentar nos últimos anos, a compra de casas usadas também pode cair, porque havendo casas novas, há uma substituição. Digamos que as casas usadas servem também como produto de substituição quando há casas novas, pelo menos nas mesmas zonas. E, portanto, neste cenário, as casas novas ganharam peso na preferência dos compradores, precisamente porque subiram e as outras caíram. Agora, que esta queda do número de transações não se refletiu no preço, é uma evidência.
Entretanto, vem aí a Black Friday e os portugueses preveem gastar mais.
Prevêem gastar mais 42 € face ao ano anterior. Isto são sempre aquelas estimativas médias de sondagens. Estamos a falar de um estudo da Netsonda para a Worten, uma das marcas do setor da tecnologia. Este ano, os portugueses planeiam investir ou comprar, ou consumir, gastar, conforme queiramos, 369 €. 370 € aqui em números redondos. Isto é uma subida de 42 € face àquilo que foi gasto no ano passado. A intenção de compra é muito elevada, são cerca de 88% dos consumidores que dizem que querem fazer compras nesta altura. Além disso, mais de um quarto das pessoas inquiridas quer gastar mais do que em 2025. A tecnologia continua a liderar a lista de compras.
De compras online?
De desejos.
Ah, tecnologia a comprar. Sim.
Produtos tecnológicos.
Telemóveis.
O que é normal. Sim, telemóveis, tudo, televisores. Aparecem também o vestuário, os eletrodomésticos e os livros, também aparecem na lista a registar uma forte procura.
Livros na Black Friday?
Sim, há tudo.
Sim, tens razão.
Assinatura do Observador na Black Friday também, se quiseres.
Mas isso é outra coisa.
Isso é outra coisa.
Sim, certo.
E quase metade dos consumidores quer aproveitar as promoções, de facto, para antecipar também já prendas de Natal. Não se esqueçam que o Natal está à porta.
O que é o Natal comparado com o aniversário da Joana? Diz assim. Chega mais depressa.
Nós deixamos sempre ali 24, aliás, às 18h.
É, exatamente.
As compras de 24 de setembro. E o estudo diz também que os consumidores estão cada vez mais atentos à evolução prévia dos preços, aquele truque que pode haver de subir artificialmente só para depois baixar, ficando o produto àquilo que estava no mês anterior.
Senão fica mais caro ainda.
Exatamente, é isso. Cerca de 41% dos compradores vai acompanhando os preços com antecedência para depois chegar ao dia e perceber se vale a pena ou não. E as televisões e as redes sociais continuam a ser a principal fonte de informação no impacto das campanhas.
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