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Monday, November 2, 2026

Tudo corre bem no Rossio: só faltavam racistas e exércitos

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Começa agora mais uns Momentos de Glória.

As coisas no Rossio têm corrido muito bem, como todos temos visto. E o que é que estava mesmo a faltar para que corressem ainda melhor?

Estamos aqui no Rossio, na acampada pela habitação de extrema esquerda, uma acampada comunista subversiva de esquerda. Queriam imigração, agora aguentem. A imigração é o principal motivo para o aumento do preço da habitação.

Cá está, para serenar os ânimos, faltava mesmo Afonso Gonçalves e uns amigos do movimento racista de extrema direita Reconquista, que decidiram passar ali pelo Rossio ontem ao final da tarde, mas as coisas não correram bem quando chegou um elemento da polícia.

Isto constitui uma contra manifestação.

Não, é apenas vídeo. Estamos apenas a gravar vídeo.

Isto constitui uma contra... eu conheço.

Vamos fazer assim.

Isto é muito simples.

Nós vamos embora, daqui a três minutos.

Não, é já! Não é três minutos, é já. Senão eu retiro. É já, senão eu retiro.

Ok, bora.

Não, é já! É já, senão eu retiro.

Tem de retirar? Então nós vamos a meio.

Já! Partilha o vídeo para todo Portugal.

E foi logo.

Já, é já.

Já. Exato. Não importa quando, este esteja já. A mensagem do agente da autoridade e os heróis lá fora, uma reconquista pode esperar. Uma das questões que se têm colocado sobre estas acampadas é o conflito com outros direitos, nomeadamente com o direito de circulação e de liberdade de informação. O deputado Fabián Figueiredo não assistiu a violações a estes direitos constitucionais.

São curtidos. Não há proteção do espaço público.

Eu não vi isso.

Mas nós estamos a dizer e pode-se ver na televisão.

Tânia Laranja, eu não estou a pôr em causa a sua palavra, vou só responder à sua pergunta. Eu dei entrevistas no meio das tendas a alguns dos seus colegas. Estou inteiramente disponível para ir consigo, até se eu observar alguma limitação ao trabalho de um jornalista, eu intervirei.

Mas é lá existe.

Está bem, certo.

Mas pode ver na televisão.

Pois.

Nós podemos ir sozinhos, sem deputados.

Claro que podem ir sozinhos, devem ir sozinhos. O que eu estou a dizer é que eu fui entrevistado para vários órgãos de comunicação social.

Mas o que é que tem a dizer sobre a apropriação do espaço público? Eu estou a perguntar é isso.

Eu respondo a todas as perguntas. Vou responder primeiro à liberdade de imprensa. A liberdade de imprensa não deve conhecer nenhum limite. Em qualquer sítio do país, não deve haver limitação ao trabalho das senhoras e dos senhores jornalistas.

Mas tem ou não havido, de facto, limitações? Vamos ouvir, por exemplo, um pedaço da reportagem do Nau que estava em direto.

Vamos continuar aqui a fazer também o nosso trabalho, apesar de o tentarem condicionar, mas naturalmente não é algo que vá acontecer. Há sempre pessoas que tentam aproveitar este tipo de movimentos. Olhe, agradecia que não tocasse com a bandeira no meu colega, já agora, por favor.

Sim, senhor, esteja completamente tranquilo.

Porque se a causa naturalmente é muitíssimo válida, esse tipo de comportamentos não o é. Portanto, agradecia que não o fizesse.

Foi completamente sem querer. Siga lá o seu caminho.

Não toque, por favor, também. Agradecia que não o fizesse. Agradecia que não me tocasse novamente. Muito obrigado, bom dia e espero que tenha um bom dia e boa manifestação.

És nojo, amigo.

Muito obrigado. Espero só que não volte a ter esse tipo de comportamento comigo. Muito obrigado. Não me empurre, só chover e não me volte a tocar. Muito obrigado e tenha um bom dia. E não, não foi sem querer. Tocou com a bandeira de forma propositada no nosso colega. As causas são todas válidas, o que estão aqui a fazer é muitíssimo nobre. Agora, ter esse tipo de comportamento não é válido e não é positivo para aquilo que é a vossa causa e aquilo que é a nossa causa, é a causa de toda a gente. E não é válido esse tipo de movimento. Muito obrigado.

Não foi sem querer.

Muito obrigado. A senhora sabe perfeitamente que não foi sem querer. Muito obrigado. Com licença. Boa noite.

E agora, reportagem da CMTV.

Isto é um bairrozinho que nós criámos.

Não vão sair daqui, não é isso que eu estou a dizer.

Nós estamos aqui a viver, a dormir, as pessoas estão agora a fazer as suas intimidades ali.

E nós não podemos estar aqui, é isso?

Vocês não podem estar aqui.

Mas podemos estar aqui. Mas vocês têm o porte comigo de circular. Muito obrigada, eu compreendo.

No Porto, o repórter do Nau tentou fazer alguma pedagogia, mas parece que não teve grande sucesso.

Locas Cruz, peço desculpa, mas o nosso colega em Lisboa foi incomodado por manifestantes, não consegue perceber o papel fundamental da comunicação social. E começava até por aí. A comunicação social é importante ou não é importante nesta manifestação?

Dizer que os movimentos e o direito de manifestação é salvaguardado pela Constituição, independentemente se ele é televisionado ou não, o nosso direito a resistir, o nosso direito à nossa luta justa pela habitação e agora o nosso direito à manifestação existe e é válido, independentemente se ela passa na televisão, na rádio, o que quer que seja.

Não importa se estão ali jornalistas ou não. Mas para fechar, vamos àquilo que é essencial. Afinal, como é que nós estamos de propostas para a habitação?

Vem escrever com propostas, com ideias, mas eu vou tentar fazer um resumo daquilo que aconteceu antes da assembleia. Foi um espaço também de partilha e a principal preocupação, o foco, além da habitação e em alguns momentos até se chegou a falar do passado, das cooperativas que nasceram no pós 25 de Abril, mas o foco durante mais de uma hora foi como resistir à polícia, táticas para resistir à polícia, rotas de fuga para escapar a essa resistência e apostar em ações. Chegou a falar aqui um manifestante italiano a dar ideias para, e estou a citar: "Atacar polícias por trás, durante o momento em que as polícias venham a reagir à manifestação." Falou-se a certa altura em cortar o trânsito perto do aeroporto. Falou-se também em ir para a porta de deputados, fazer ações municipais e muita estratégia para resistir à polícia.

E pronto, e por aí foi. Não sabemos como é que evolui a comunidade, mas pelo menos exército já está aí.

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