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Wednesday, October 21, 2026

António Salvador aponta o dedo ao plantel do Sp. Braga

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O dirigente disse que o que fez mudar de opinião, depois do voto de confiança ao técnico espanhol há menos de uma semana, foi o facto de a equipa não ter conseguido inverter o mau momento, frisando que a equipa “não pode nunca mais voltar a acontecer ganhar apenas um jogo e empatar outro em seis jogos”.

“O mais importante no futebol é a união e correr, depois é que aparece a qualidade. A responsabilidade é de todos, não só do Carlos [Vicens] e acredito que isto é uma viragem de página não só do treinador, como da postura dos jogadores em campo”, disse em conferência de imprensa.

Agradecendo ao técnico espanhol pelo cerca de ano e meio no comando técnico do Sporting de Braga, António Salvador disse que Vicens “trouxe ideias novas” e “fez crescer o clube”.

Contudo, “a linha de evolução” que esperava consolidar esta época “acabou por ter um retrocesso” que a equipa “não estava a conseguir inverter”.

“Só tenho elogios a fazer à entrega, ao compromisso, à dedicação e à capacidade de trabalho do mister Carlos Vicens e da sua equipa”, disse, considerando que “os resultados nem sempre são justos sobre a qualidade do trabalho de um treinador”.

Sobre a contratação de Franclim Carvalho, considerou que “não é uma transição, é um corte”.

“Um novo perfil, novas ideias e quem fica tem que começar do zero e tem provas a dar. O balneário tem que assumir a sua responsabilidade porque o novo ciclo só pode ter sucesso a começar no grupo. Nos momentos difíceis é que se vêm os grandes homens, o que é tão ou mais importante que serem grandes jogadores”, alertou.

O líder ‘arsenalista’ frisou que o novo técnico tem “a identidade Sporting de Braga” e que conhece “muito bem o clube e os seus valores”, pelo que foi “a escolha óbvia”.

“Esteve no último título ganho e na última vez que fomos à Liga dos Campeões como adjunto de Artur Jorge, não precisa de adaptação porque sabe tudo do Braga”, disse.

Salvador dirigiu ainda palavras aos sócios, considerando que a sua “cobrança é legítima: o Braga tem que ser muito mais do que tem sido até agora, mas há muito jogo esta época e a minha convicção é que vão ter que contar com o Braga em todas as frentes”.

Aquando da sua recandidatura para o quadriénio 2025/29, Salvador disse que esse mandado seria o “ciclo mais ambicioso” da história do clube, tendo incluindo a meta de ser campeão até 2029.

“A minha visão foi trazer uma ideia diferente para o clube, isso foi conseguido no último ano, apesar de internamente não termos feito um grande campeonato, mas injustamente não chegámos a uma final na Liga Europa. Fizemos o maior investimento de sempre, isso diz bem da ambição, mas infelizmente não houve evolução e a responsabilidade é minha”, disse.

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