Ataques houthis colocam infraestruturas sauditas 'à prova'; aeroporto de Riade segue fechado
"Estamos profundamente preocupados com a evolução da situação na Península Arábica", declarou à imprensa o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, sem condenar os ataques. Ele acrescentou que Teerã está disposto a "facilitar o diálogo entre as partes" envolvidas no conflito.
A China "condenou" nesta segunda-feira os ataques mortais realizados nos últimos dias pelos houthis contra aeroportos e infraestruturas energéticas sauditas e expressou sua "grave preocupação com o agravamento do conflito".
"Convocamos as partes envolvidas a evitar qualquer ação que possa aumentar as tensões regionais, a resolver suas divergências por meio do diálogo e da negociação e a alcançar o mais rapidamente possível a paz e a estabilidade na região", afirmou à imprensa Mao Ning, porta-voz da diplomacia chinesa.
"Desde o início da agressão contra os países do Golfo Pérsico, baseada no erro de avaliação do agressor, que os considera o elo mais fraco de uma guerra que buscamos evitar, tornou-se evidente que todos nós somos alvos", escreveu no X o conselheiro diplomático do presidente dos Emirados, Anwar Gargash.
"É necessário relançar a ação conjunta dos países do Golfo, especialmente nos campos da segurança e da defesa, e reforçar o sistema de segurança coletiva", acrescentou, avaliando que "as graves falhas observadas nessa área incentivaram outros a nos atacar".
"Os civis não têm mais esperança"
A província de Marib, no centro do Iêmen, é um dos principais focos dos combates. As reservas de hidrocarbonetos da região interessam tanto às forças ligadas ao governo reconhecido internacionalmente e apoiado por Riade quanto aos houthis.
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