Deputados pedem investigação de listas de boicote e agressões em SC: Não estamos no nazismo
Uczai também orientou trabalhadores que tenham seus empregos ameaçados em razão das listas de boicote a procurar o Ministério Público do Trabalho (MPT). "O assédio eleitoral continua sendo crime, mesmo após o final do pleito", afirmou.
O deputado estadual Fabiano da Luz (PT-SC), presidente estadual do PT, afirmou que solicitou ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e ao Ministério Público do Trabalho a investigação das listas de boicote compartilhadas nas redes sociais contra comerciantes, profissionais liberais e empresários identificados como apoiadores de Lula.
"Não estamos na época do nazismo", declarou o parlamentar ao criticar a exposição de pessoas por suas posições políticas.
O deputado estadual Marquito (Psol-SC) também manifestou solidariedade aos proprietários de estabelecimentos incluídos nas listas e afirmou que acompanha os casos no Estado. "Reforçamos a importância de denunciar qualquer violência e registrar boletim de ocorrência", escreveu nas redes sociais nesta quarta-feira.
Marquito também atua junto ao Ministério Público e à Polícia Militar para cobrar a apuração da conduta dos policiais militares envolvidos no atropelamento do motociclista Pedro Henrique Ely, na noite de domingo, 25, no bairro Ingleses, em Florianópolis. O parlamentar é autor de um projeto de lei que prevê a utilização de câmeras corporais em Santa Catarina.
O deputado também compartilhou o relato de outro manifestante que afirmou ter sido intimidado por agentes da Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam), em Florianópolis, enquanto segurava um cartaz. Segundo o homem, os policiais determinaram que ele deixasse a rua e um dos agentes lhe deu um tapa na cabeça. O episódio foi relatado nas redes sociais na terça-feira, 27, e ainda depende de apuração pelas autoridades.
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