"Chegou o momento de devolver a camisola 7 da seleção". As reações à saída de Ronaldo

Cristiano Ronaldo, de 41 anos, disse hoje um adeus definitivo à seleção portuguesa num vídeo divulgado nas redes sociais, depois de abandonar o estágio da equipa antes da partida com a Dinamarca, da fase de grupos da Liga das Nações, no dia 30 de setembro.
Recordista mundial de jogos por seleções, com 234 internacionalizações `AA`, e de golos, com 146 tentos, Cristiano Ronaldo tem como pontos altos da carreira na seleção a conquista do Euro2016, em França, bem como duas edições da Liga das Nações, em 2019 e 2025, depois da final de má memória do Euro2004, em casa.
Ronaldo esteve na convocatória de Jorge Jesus, que assumiu o cargo de selecionador depois da saída do espanhol Roberto Martínez após o Mundial2026, para os quatro jogos iniciais da edição 2026/27 da Liga das Nações e foi titular no primeiro com o País de Gales (1-0), mas ficou no banco na partida seguinte, com a Noruega.
O avançado ainda saiu para aquecimento em Oslo, no triunfo por 2-1, mas não foi utilizado, acabando por deixar o estágio antes dos jogos com a Dinamarca e Noruega, que encerraram a primeira `janela` de seleções, após um desentendimento com o selecionador, revelando mais tarde que que lhe tinha faltado à palavra mais do que uma vez.
Ronaldo foi castigado com 30 dias de suspensão, já cumpridos, e 255 euros de multa por ter deixado, por iniciativa própria, a seleção, mas podia regressar às opções de Jesus na convocatória de sexta-feira, o que já não vai acontecer.
Do outro lado está Lionel Messi, que anunciou a saída da seleção depois do Mundial2026, em que a Argentina foi batida na final pela Espanha, no prolongamento, sendo alvo de uma festa de despedida.
Messi despediu-se da camisola `10` da Argentina, aos 39 anos, num particular com o Benim no Monumental de Núñez, casa do River Plate, que serviu para a merecida festa e homenagem ao dianteiro, que guiou a Argentina ao título mundial em 2022, no Qatar.
Para além do campeonato mundial, o recordista da seleção argentina em jogos (208), golos (126), assistências (68) e vitórias (135), venceu duas edições da Copa América e ainda uma Finalíssima, mas também passou momentos complicados.
Depois de quatro finais perdidas, do Mundial de 2014 e da Copa América de 2007, 2015 e 2016, Messi chegou a declarar o fim do seu percurso na seleção, mas repensou e acabou por regressar, a tempo de atingir o `Olimpo` no Qatar.
Ronaldo não conquistou o título mundial, o melhor que conseguiu foi chegar às meias-finais em 2006, na Alemanha, terminando a competição no quarto lugar, mas esteve nas únicas conquistas da seleção principal.
Durante cerca de duas décadas, Messi, com oito Bolas de Ouro, e Ronaldo, com cinco, dominaram o panorama do futebol mundial, muito acima de qualquer outro futebolista do planeta.
Os dois `astros` aguçaram a rivalidade com a chegada de Ronaldo ao Real Madrid, quando Messi atuava no `seu` FC Barcelona, e os jogos entre as duas formações `colaram` o mundo em frente às televisões.
Depois do fim dos percursos na Europa, Ronaldo, formado no Sporting e que ainda jogou na Juventus e Manchester United, e Messi, que alinhou no Paris Saint-Germain, também seguiram rumos semelhantes, ambos em campeonatos periféricos.
Messi, que também venceu o Mundial sub-20 e a medalha de ouro olímpica pela Argentina, optou pelos norte-americanos do Inter Miami e Ronaldo pelos sauditas do Al Nassr, mas, apesar de todo o mediatismo continuar intacto, era nas respetivas seleções que tinham a possibilidade de voltarem à alta-roda do futebol mundial.
A despedida de ambos de Campeonatos do Mundo, nos quais são recordistas com seis presenças em fases finais, foi muito diferente na edição que decorreu nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
Messi foi o líder da finalista Argentina, com oito golos marcados e quatro assistências, sendo figura unânime e indiscutível no `onze`, algo que não aconteceu com Ronaldo.
O avançado luso, que persegue a meta dos 1.000 golos, saiu do Mundial com três tentos marcados, com Portugal eliminado nos oitavos de final pela campeã Espanha, mas a sua presença na equipa titular e o facto de raramente sair, foi alvo de várias críticas ao longo do torneio, algo que já tinha acontecido no Euro2024.
Os dois vão continuar a jogar nos respetivos clubes, mas deixam as suas seleções, das quais são símbolos para a eternidade: Messi saiu em ombros, aplaudido por todos, enquanto Ronaldo se despediu sem ninguém antecipar que o encontro com o País de Gales, no Estádio José Alvalade, o local onde tudo começou, seria o palco da última aparição com a camisola das `quinas`.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.