PSP detetou grupo com "possível ligação" à extrema-esquerda

A Polícia de Segurança Pública (PSP) afirma que detetou um grupo com “possível ligação” à extrema-esquerda no protesto contra a crise da habitação de domingo em cuja madrugada houve intervenção policial no Rossio.
As imagens da noite em que a polícia avançou sobre os manifestantes da Acampada em Lisboa
Ao Público, a PSP afirmou que detetou um grupo com organização que sugere uma ligação a um movimento radical. “Foi detetado um grupo de indivíduos que evidenciava maior organização, vários dos quais com o rosto oculto, e que resistiu ativamente à intervenção policial, nomeadamente através do arremesso de objetos e força física”, disse a PSP ao jornal.
“As palavras de ordem proferidas, o nível de organização demonstrado e as faixas e os cartazes ostentados indicavam uma possível ligação destes indivíduos a grupos de cariz mais radical e extremista, demonstrando indícios de predisposição hostil.”
Ainda que a resposta da PSP não o assuma, o Público apurou que a polícia acredita em ligação a um movimento ligado à extrema-esquerda. O jornal refere que os elementos identificados estariam atrás de uma tarja com a inscrição “Numa cidade devoluta okupamos as ruas”. Alguns elementos terão sido detidos, o que permitiu às autoridades identificá-los e verificar antecedentes. Através de fonte oficial, a PSP diz “não ser possível, com base nos dados disponíveis, confirmar formalmente essa ligação” aos grupos.
A noite “aterrorizante” no Rossio, que acabou com carga policial, barricadas e vários feridos
Na madrugada de domingo, a polícia avançou contra os manifestantes na praça D. Pedro IV. O Presidente da República, António José Seguro, quebrou o silêncio sobre os protestos esta terça-feira, dizendo que ficou desagradado com o sucedido. “Não gostei do que vi em Lisboa”, afirmou. “Não são imagens normais para uma democracia consolidada”, acrescentou, revelando que pediu esclarecimentos ao primeiro-ministro.
Acampada. 8 minutos na linha da frente entre polícias e manifestantes
Luís Montenegro, no Parlamento, admitiu que também não gostou do que viu no domingo. Mas dirigiu vários elogios à atuação da polícia: pela “pedagogia, equilíbrio e razoabilidade” e por ter sido “especialmente cuidadosa e competente” quando se verificaram “excessos e desrespeitos pela lei”.
Já a PSP divulgou ontem um vídeo de três minutos em que mostra agressões e ameaças a agentes durante as manifestações em Lisboa e no Porto.
PSP publica vídeo nas redes sociais onde mostra agressões de manifestantes
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.