ESPN DeportesSigue el castigo contra Giants en Los AngelesESPNA cathartic win 293 days in the making: Hanging in The Grove for Lane Kiffin's returnPunchNigeria records W’Africa’s first telerobotic surgery across 500kmThe Jerusalem PostUS expands Arctic military footprint in Greenland with new deal set to sign at UN General AssemblyInquirerSultan Kudarat city turns to remote learning after Banga shooting한겨레기상청 ‘날씨 지도’로 지구 전체의 날씨 다 본다New Straits TimesCheong Min on track for Asian Games medal after strong opener경향신문민주당에 연일 각 세우는 혁신당, 농지 조사 논란에 “왜 자꾸 설익은 정책 내놓나”Lenta.ruРоссийский регион подвергся крупной атаке беспилотниковFrance 24EU fails to agree on lifting sanctions on Russian oligarchsThe Sydney Morning HeraldPrivate investigator told police about alleged extortion attempt against Jean NassifDeadlinePost-Merger Paramount May Overdeliver On Settlement Terms With 36-Film 2027 Slate Amid Speculation About Duplication & WB Leadership
The Daily Newsstand · Free, Always
Tuesday, September 22, 2026

Mendonça citou necessidade de fiscalizar atuação 'imparcial' da PF ao solicitar dados brutos

Translate

As desconfianças começaram quando a direção da PF trocou a chefia das investigações sobre desvios do INSS, em maio, retirando do caso o delegado que foi responsável por pedir quebras de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Depois disso, as tensões se intensificaram. O ministro passou a cobrar a PF para entregar os relatórios sobre as informações colhidas em relação a Lulinha e passou a desconfiar que os investigadores tentaram segurar o material. O clima se acirrou até que Mendonça resolveu proferir essa decisão, que azedou de vez a relação com a PF.

No documento, o ministro argumenta que precisaria ter acesso aos dados brutos apreendidos nas diversas fases da Operação Compliance Zero por dois motivos. O primeiro seria prestigiar o direito de defesa dos investigados e verificar os argumentos apresentados sobre distorções nas análises dos diálogos dos celulares.

"A medida se mostra imprescindível em razão da necessidade de se cotejarem os argumentos defensivos, lastreados em dados alegadamente contidos nos dispositivos eletrônicos apreendidos, mas que não teriam sido abordados pela autoridade policial no recorte apresentado ao Juízo. Nesse contexto, apenas o acesso à íntegra do material obtido, para além do excerto contido nas Informações de Polícia Judiciária produzidas, permitirá o cotejo adequado entre os elementos apresentados pela defesa e aqueles empregados pela autoridade policial. Quanto ao ponto, não se olvida que no modelo processual penal vige o princípio do contraditório diferido nesta fase preliminar da persecução penal. Nada obstante, é dever do magistrado zelar pela fiel observância aos direitos e garantias fundamentais dos investigados, o que lhe impõe a obrigação de angariar os elementos de convicção necessários à justa apreciação, em igual medida, não apenas das linhas argumentativas apresentadas pelos órgãos de investigação, mas também pela defesa técnica dos investigados", argumentou o ministro.

O segundo ponto registrado por André Mendonça é que os inquéritos em tramitação no STF exigem uma supervisão judicial sobre o andamento das investigações e que, naquele ponto, era necessário verificar se o caso estava sendo conduzido sem direcionamento, de forma imparcial.

"Em segundo lugar, a partir do considerável avanço das investigações, dos desdobramentos verificados desde o seu estágio inicial e do farto manancial de elementos fático-probatórios obtidos, a determinação da medida, nesse momento, se consubstancia em condição sine qua non à aferição do efetivo cumprimento das premissas norteadoras da atividade investigativa, estabelecidas por este Juízo desde a assunção da supervisão judicial da investigação", escreveu.

Na decisão, o ministro pontua que seu objetivo era impedir "interferências indevidas" na autonomia da equipe policial. Apesar de não ter citado nenhum exemplo, o ministro mirava na desconfiança que surgiu por causa das investigações sobre Lulinha.

View the original on UOL

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.