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Sunday, November 1, 2026

“Três Horas Para Viver” tem perseguição de carro filmada em 360°; conheça

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Uma dupla improvável formada por Alan Ritchson ("Reacher") e Owen Wilson ("Penetras Bom de Bico"), ação sem repetições e perseguições automobilísticas filmadas de maneira pouco convencional estão entre as apostas de "Três Horas Para Viver", filme que chegou aos cinemas brasileiros na quinta-feira (29).

Sob a direção de Scott Waugh ("Need For Speed: O Filme"), cineasta e ex-dublê, a produção buscou construir uma experiência física, com efeitos práticos e movimentos de câmera pensados para aproximar o espectador do centro da ação.

Na trama, Ritchson interpreta Hank Malone, um ex-soldado que recebe a missão de transportar um órgão para uma menina de sete anos que precisa de um transplante urgente. O que deveria ser uma entrega contra o relógio se transforma em uma perseguição mortal quando um poderoso cartel passa a disputar a carga.

Owen Wilson interpreta Ben Bishop, parceiro improvável de Hank nessa corrida pela sobrevivência. O brasileiro Rodrigo Santoro ("300") também está elenco, no papel do antagonista Damián Zaldívar.

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Rodrigo Santoro e Alan Ritchson em "Três Horas Para Viver" • Vince Valitutti

Uma das preocupações do diretor durante a construção das sequências de ação foi evitar que as lutas parecessem reproduções umas das outras. Segundo Waugh, a equipe trabalhou com três estilos distintos de combate para o personagem de Ritchson, considerando que Hank é um ex-soldado e não o personagem Jack Reacher, de "Reacher", principal papel da carreira do ator.

Para a construção das cenas de ação, a produção procurou ampliar o olhar para além dos personagens principais. A intenção era acompanhar o percurso dos próprios capangas durante os confrontos, explicou um produtor em material enviado com exclusividade à CNN Brasil.

Em vez de tratar os adversários como figuras descartáveis, a câmera poderia seguir um deles depois de ser atingido, por exemplo, criando pequenas narrativas dentro de uma mesma sequência. Com isso, as cenas de luta carregassem histórias paralelas, aumentando a sensação de continuidade e movimento.

Inspirado em clássicos de ação centrados em duplas de personagens, o longa priorizou efeitos práticos e cenas realizadas diretamente diante das câmeras. O objetivo era preservar a sensação de realidade, especialmente nos momentos de violência, humor e emoção.

“Este é um filme muito visceral. Precisa parecer real”, afirmou o produtor Todd Garner.

Um dos maiores desafios estava na quantidade de cenas ambientadas dentro de veículos. Aproximadamente 40 páginas do roteiro se passam em um carro em movimento, o que tornou a estrutura de filmagem automobilística um dos critérios considerados na escolha do diretor.

Alan Ritchson estava preocupado com a maneira como essas cenas seriam executadas quando começou a conversar com os possíveis cineastas para o projeto. Scott Waugh foi o único a apresentar uma solução técnica específica: uma estrutura veicular desenvolvida anteriormente para outro trabalho, interrompido pela pandemia de Covid-19, que permitia remover partes do veículo e completar a estrutura com recursos visuais, possibilitando movimentar a câmera em 360 graus a partir de diferentes pontos do automóvel.

A proposta convenceu o ator. “Pensei: ‘É ele!’ E ele realmente conseguiu”, relembrou Ritchson. O resultado, segundo o protagonista, foi a criação de sequências automobilísticas com personalidade própria, nas quais a câmera não fica limitada aos enquadramentos tradicionais feitos pelo para-brisa ou pelas janelas.

A solução ganhou destaque no clímax da produção, especialmente em uma perseguição que apresenta um plano-sequência conhecido pela equipe como "The Oner". Nele, a câmera transita de maneira fluida entre veículos em alta velocidade, buscando manter a continuidade da ação e a sensação de que o espectador está acompanhando os acontecimentos de dentro da perseguição.

“Faço questão de garantir um final impactante, por isso quis que a melhor sequência de perseguição automotiva ficasse justamente no desfecho”, explicou Waugh.

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