Inquirer EntertainmentBob Mackie, designer to the stars Cher, Marilyn Monroe, dies at 87PunchJigawa CP presents N25.9m to families of fallen officersוואלהנדחתה בקשת הנאשמת בסיוע לרצח בניהו רזי - לשחררה למעצר ביתThe Jerusalem PostBill Gates: Anti-vaccine attitudes in rich countries makes herd immunity for measles impossibleBollywood HungamaEXCLUSIVE: Contrary to recent reports, no CBFC relief yet for Salman Khan’s MaatrubhumiCNN TürkGalatasaray, Barcelona maçı öncesi stadyum zeminini yeniliyorESPNZverev claims the US Open title amid a chaotic tournament -- and seasonInquirerWATCH: Sara Duterte impeachment trial | Sept. 15, 2026한겨레대구 시민단체, 알바노동자 최저임금 위반 소송 무료 지원Il Sole 24 OreBragagna, la Rai condannata a pagare 40mila euro per le ferie forzateThe South AfricanANOTHER woman found dead in Ekurhuleni amid five-death probeRFIÀ la Une: le pétrole, une ressource de plus en plus rare
The Daily Newsstand · Free, Always
Tuesday, September 15, 2026

Às vezes, Portugal é um país muito difícil de entender

Translate

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Este é o Bom, o Mau e o Vilão da Rádio Observador, e que também pode ouvir em podcast. Olá, Miguel Pinheiro, bom dia.

Bom dia.

Bom dia, Miguel. O teu bom é o PSD.

É o PSD, porque como se sabe, a nova presidente do Conselho de administração do Amadora-Sintra deu uma entrevista ao Observador, onde denunciou que um dos problemas do hospital é o chamado turismo de saúde. Segundo Sandra Cavaca, muitas pessoas chegam ao aeroporto e vão diretas ao Amadora-Sintra para serem atendidas sem pagarem nada e sem terem feito nenhum desconto na vida. E depois da publicação da entrevista, o Observador fez perguntas e o PSD garantiu que vai avançar com legislação para impedir o turismo no SNS. Mas aqui o ponto não é vai avançar, é vai avançar outra vez. Porque o que aconteceu? Em dezembro de 2024, a Assembleia da República aprovou diplomas das bancadas da AD e do Chega sobre isto, com muitas críticas à esquerda, com certeza. E depois o projeto, como é habitual, para usar a expressão parlamentar, desceu à comissão para ser terminado, portanto houve ali uma aprovação e depois era preciso terminar a legislação, mas entretanto, o que aconteceu? O Parlamento caiu, portanto, tudo o que estava por aprovar desapareceu. Houve eleições, tomou posse uma nova Assembleia da República e até agora nunca mais se falou no assunto. Ficou ali, aparentemente perdido no meio. E isso quer dizer que vamos ter de fazer tudo novo. E está tudo certo, está tudo bem. Mas às vezes Portugal é um país muito difícil de entender.

Somos um milagre.

Mas enfim, vamos a isso. Vamos ver se é agora.

Ainda bem que Sandra Cavaca deu uma entrevista, senão nunca mais ninguém se lembrava do assunto.

Claro, é por isso que o jornalixo às vezes dá jeito. Às vezes estas coisas dão jeito. Não é só indignações nas redes sociais, é falar com as pessoas, tentar perceber quais são os problemas e depois ver porque eles não foram resolvidos.

Então e quem é o teu mau, Miguel?

O mau é o PS. Ontem José Luís Carneiro ameaçou o governo com uma comissão parlamentar de inquérito aos problemas na educação. E atenção, ao contrário do que eu costumo ouvir por aí, eu não sou contra as CPI. Eu acho que o Parlamento tem vindo a ser tão desvalorizado em Portugal, que um dos poucos instrumentos eficazes que lhe restam são mesmo as comissões parlamentares de inquérito. Mas acho isso, e acho isso sempre. Acho isso independentemente do partido de que estamos a falar. Já José Luís Carneiro vai variando. Quando o Chega anunciou uma comissão parlamentar de inquérito por causa de Luís Neves: "Ai, Jesus, que se estava a pôr em causa a democracia, onde é que isto vai parar? Como é que é possível?" Mas agora uma comissão parlamentar de inquérito por causa de Fernando Alexandre já é uma forma de salvar a democracia e a escola pública. Eu só acho que o PS tem de nos explicar melhor qual é sua teoria geral sobre as comissões parlamentares de inquérito, só para ver se nós percebemos, se calhar isto é tudo muito coerente e eu é que não estou a conseguir chegar lá. Não seria a primeira vez. Mas eu prometo que vou estar muito atento às explicações.

Mas nunca chegaremos lá, certamente. Eu, pelo menos, não tenho estudos para isso, para perceber.

Paulo, sim, mas eu estudei um pouquinho mais do que tu.

Isto sabe.

Portanto, eu se calhar...

Há uma esperança então que percebas.

Tu era tardes a jogar snooker. Eu bem sei onde é que era, eu bem sei qual era o café. Bem sei, que já me contaram.

Miguel, o teu vilão está a ser investigado.

Sim, a PJ. Ontem o Ministério Público confirmou que está a investigar o atual diretor da PJ pela alegada prática dos crimes de falsas declarações e abuso de poder. Está em causa uma denúncia feita por um coordenador da PJ, segundo a qual Carlos Cabreiro terá ordenado, no caso Rui Pinto, a realização de uma escuta que tinha sido proibida pelo Ministério Público e terá depois mentido sobre isso em tribunal. Como é evidente, eu não faço ideia se a denúncia tem fundamento ou não. E como é mais evidente ainda, o Ministério Público deve sempre poder investigar a Polícia Judiciária e deve sempre poder investigar o diretor nacional da Polícia Judiciária. Era o que mais faltava. Vamos ter de esperar pelo fim destas investigações para percebermos exatamente o que se passou, mas há um ponto que não tem nada a ver com o caso concreto, como costumam dizer os advogados quando vão comentar processos. Isto não é o caso concreto, mas é inegável que desde que rebentou esta polêmica toda à volta do Luís Neves, a PJ tem vindo a ficar cada vez mais fragilizada. O governo meteu a Polícia Judiciária num belo sarilho. Vamos ver agora se a própria Polícia Judiciária, caso isto se comprove, se meteu a si própria também num belo sarilho. Mas que estamos num belo sarilho, estamos.

E isto ainda está a começar, aparentemente. Este é um deixado de fio, vamos ver se vai haver comissão parlamentar de inquérito, caso esteja mais uma.

Certo. De qualquer forma, e retomando a minha coerência no mau, eu acho muito bem que se descubra tudo. Esta teoria que eu ouvi por aí de que: "Ai não, é melhor não fazer uma comissão parlamentar de inquérito a envolver a PJ, porque depois o que se vai descobrir? E depois como é que fica a PJ?" Bem, se se descobrirem coisas más, a PJ ficaria onde merecesse estar. Porque se alguma coisa errada foi feita por aqueles lados, as coisas têm que ser descortinadas. Mas enfim, vamos ver no que tudo isto dá. Vamos manter a tranquilidade. Eu apelo à tranquilidade nos lares. Vamos ver calmamente para onde é que isto vai.

Vamos ver.

Vamos ao resumo. O bom desta terça-feira é o PSD, o mau é o PS e o vilão de hoje é a Polícia Judiciária. Foram estas as escolhas do Miguel Pinheiro nas manhãs 360 e sempre em podcast.

View the original on Observador Desporto

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.