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Sunday, November 1, 2026

Atos pacíficos de jovens terminam em confronto na França e na Alemanha

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O movimento começou em setembro, com estudantes do ensino médio reclamando de escolas precárias. Depois, ganhou o apoio de universitários, sindicatos e do movimento dos coletes amarelos. No primeiro grande ato, em 17 de outubro, saques e depredações em várias cidades marcaram um dos piores dias de distúrbios da história recente do país. Os estudantes prometem bloquear escolas na terça e na quinta-feira e se juntar à greve convocada pelos sindicatos para o dia 5.

Na Alemanha, jovens da chamada geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) foram às ruas em 34 cidades, inspirados pelos franceses. O movimento "Gen Z regelt" ("a geração Z resolve") pede mais dinheiro para educação e saúde e é contra o serviço militar obrigatório. Os organizadores falam em 100 mil participantes. Já a polícia contou no máximo 18 mil nas três maiores cidades: Berlim, Frankfurt e Munique. Os atos foram pacíficos durante o dia. À noite, lojas foram saqueadas em Frankfurt, e houve confrontos em Colônia, Hamburgo e Berlim. Na Albânia, um protesto contra o primeiro-ministro Edi Rama também terminou em confronto.

Às vésperas da eleição, Justiça barra ofensiva de Trump contra votos

Os Estados Unidos votam na terça-feira (3) para renovar o Congresso, nas chamadas eleições de meio de mandato. As pesquisas indicam vitória dos democratas. Enquanto isso, o governo de Donald Trump tenta, na Justiça, impedir que alguns votos sejam contados.

Na Califórnia, o Departamento de Justiça quer que sejam separadas as cédulas de 20.930 pessoas que ele aponta como estrangeiros sem direito a voto. Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) analisaram a lista e concluíram que 42% dos nomes nem constam do cadastro eleitoral do estado. Encontraram também ao menos 22 cidadãos americanos entre os citados. O procurador federal de Los Angeles chamou o estudo de "falso". Três decisões judiciais desta semana barraram o pedido do governo. Uma delas proíbe o Departamento de Justiça de ameaçar com prisão os servidores que trabalham na contagem dos votos.

No Alasca, o governo processou o estado para impedir que o resultado da eleição para o Senado seja oficializado caso a democrata Mary Peltola vença. O argumento é que os eleitores poderiam confundir o senador republicano Dan Sullivan com outro candidato de nome quase igual. Um levantamento do Washington Post mostra que o governo perdeu todos os 27 processos já julgados em que pediu aos estados os dados de seus eleitores. Especialistas ouvidos pelo jornal dizem que a estratégia serve para prolongar as disputas depois da votação. O voto antecipado já passa de 45 milhões de cédulas, um recorde.

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Troca no Tribunal Constitucional abre crise de poderes na Polônia

A juíza Anna Korwin-Piotrowska assumiu a presidência do Tribunal Constitucional da Polônia no lugar de Bogdan ?wi?czkowski, que não aceita a mudança. Polícia foi mobilizada para o prédio do tribunal. O presidente do país, Karol Nawrocki, aliado do partido conservador Lei e Justiça (PiS), disse que houve "tomada de um órgão do Estado à força". ?wi?czkowski falou em "golpe de Estado clássico". A nova presidente afastou o antecessor e outro juiz, que foram proibidos de entrar no prédio.

O tribunal é alvo de disputa desde que o PiS, quando governava, indicou juízes num processo contestado pela União Europeia. O governo do primeiro-ministro Donald Tusk não reconhece as decisões da corte. A Comissão Europeia afirmou que o Parlamento tem competência para nomear oito novos juízes, como já tinha dito um órgão consultivo do Conselho da Europa. O PiS apresentou uma moção para derrubar Tusk. O presidente da Suprema Corte convocou uma reunião extraordinária dos juízes para terça-feira. Manifestantes ficaram a madrugada em frente ao tribunal.

Irã negocia reabrir Hormuz em dois dias se EUA aceitarem condições

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que negocia com mediadores do Catar um plano para reabrir em até dois dias o Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. A condição é que os Estados Unidos aceitem as exigências de Teerã. Um chefe da segurança iraniana disse que uma carta do vice-presidente americano, JD Vance, mudou "completamente" de tom.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que Trump não decidiu se fará novos ataques e que prefere uma solução diplomática. Na véspera, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, tinha mandado os comandantes militares responderem a qualquer ameaça dos EUA ou de Israel "sem limites geográficos".

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Visita do papa à Argentina expõe atritos entre Milei e a Igreja

O governo de Javier Milei prepara a recepção ao papa Leão 14, que visita a Argentina entre 8 e 11 de novembro. Nenhum papa vai ao país desde 1987, quando João Paulo 2º esteve lá pela última vez. Francisco, que era argentino, nunca voltou à terra natal enquanto foi papa.

Milei vai receber o pontífice no aeroporto. No mesmo dia, o governo fará um evento com governadores, parlamentares e juízes da Suprema Corte. A vice-presidente, Victoria Villarruel, que rompeu com o governo, também será convidada. Os ex-presidentes ficaram de fora. A agenda inclui missas em Buenos Aires, Córdoba e Luján.

A visita acontece num momento difícil para Milei. Os arcebispos de Buenos Aires, Córdoba e Mendoza criticaram declarações do presidente. O governo também não conseguiu fechar acordo com os governadores para aprovar o Orçamento e deixou as negociações para depois da passagem do papa. Na sexta-feira, o risco-país chegou ao nível mais alto do ano.

Ataque venezuelano a guerrilha colombiana teria deixado 20 mortos

Forças Armadas da Venezuela teriam atacado com drones um acampamento do Exército de Libertação Nacional (ELN), guerrilha colombiana, no estado de Apure, na fronteira com a Colômbia. Fontes ouvidas pelo site Infobae e a ONG Fundaredes falam em cerca de 20 mortos, entre eles uma mulher de 62 anos. O governo venezuelano não confirmou a operação. Segundo as fontes, o alvo era um depósito de drogas.

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O ELN atua há anos na fronteira e ganhou força durante o governo de Nicolás Maduro. Em setembro, Rubio cobrou do governo interino de Delcy Rodríguez, que assumiu depois da captura de Maduro pelos EUA em janeiro, o fim dos acampamentos guerrilheiros no país.

Outras notícias

Ucrânia: Centenas de moradores de Oleshky, cidade ocupada pela Rússia na região de Kherson, chegaram ao norte da Ucrânia depois de passar pela Rússia e por Belarus. A saída foi possível graças a um cessar-fogo humanitário negociado pela primeira-dama americana, Melania Trump. Até 6.000 pessoas ainda vivem na área.

Rússia: A Embaixada dos EUA em Moscou alertou para uma ameaça "crível" de ataque com muitas vítimas num museu e parque da cidade, que foi esvaziado. O serviço de segurança russo confirmou ter recebido o aviso. Em 2024, um alerta parecido antecedeu o ataque a uma casa de shows que matou 145 pessoas.

Chile: O subsecretário de Justiça, Luis Silva, deixou o governo de José Antonio Kast. A crise começou com decretos assinados por ele e pelo ministro da Justiça que permitiram a soltura de 56 condenados, a maioria por abuso sexual de menores.

República Democrática do Congo: O presidente Félix Tshisekedi pediu ajuda a Vladimir Putin contra o grupo rebelde M23, apoiado por Ruanda, segundo especialistas da ONU. Os combates continuam apesar de um acordo de paz assinado em dezembro.

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Malásia: O governo proibiu os servidores públicos de usar o aplicativo de navegação Waze, que tem sede em Israel, alegando risco aos dados. Motoristas reclamam que o aplicativo do governo não funciona bem.

Mercados: A Bolsa de tecnologia de Nova York (Nasdaq) caiu 2,9% na sexta-feira e teve o pior mês desde março de 2025. Investidores buscam se proteger contra um possível estouro da aposta em inteligência artificial.

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