Judo/Mundiais. Catarina Costa sem `pega` para contrariar francesa Shirine Boukli
“Apesar de não dar muito bem a fazer futurologia, mas preparámos um bocadinho a parte, sobretudo do kumi-kata [a pega no quimono], para tentar estar aqui bem. E não estive bem. Ela esteve bastante melhor. Tive muita dificuldade em fazer as pegas. Tenho pena, porque fisicamente sinto-me bem. Sinto que conseguia dar mais”, disse a judoca à agência Lusa.
Catarina Costa, que competiu no oitavo Mundial da sua carreira, admitiu a superioridade de Boukli, lamentando não conseguir mostrar o seu melhor judo, diante de uma adversária frente à qual passa a ter cinco derrotas em cinco combates.
A judoca de Coimbra, médica de profissão, tem quatro medalhas em campeonatos da Europa, três das quais de prata e todas em finais diante da francesa Boukli (2022, 2023 e 2025), o que fazia antever vida muito difícil, após ser conhecido o sorteio.
“Já tive combates mais equilibrados, já tive combates também menos equilibrados, em que levei ippons mais rápidos por erros que fiz. O que eu tenho consciência com esta atleta, que está a um patamar acima do meu, sem dúvida, é que eu tenho sempre a minha chance”, acrescentou Catarina Costa, considerando não existir o ‘peso’ de nunca ter vencido Boukli.
A judoca de Coimbra, que vem de um ano com paragem longa, após uma cirurgia ao cotovelo, sabe agora que é fundamental subir no ranking de -48 kg, uma condição importante no circuito, que lhe permitirá, em teoria, não enfrentar logo os ‘mais duros’.
“Ganhando essa competitividade dentro do circuito internacional e ir subindo aos poucos no ranking. E estou a fazê-lo em todas as provas, tirando a Mongólia [Ulan-Bator, em junho], foi, digamos, que a adaptação, tenho conseguido pontos importantes e tenho subido no ranking”, disse ainda a judoca.
Catarina Costa, que procura voltar a lugares de cabeça de série no peso mais leve feminino, é atualmente 28.ª do ranking de -48 kg, num ano após lesão e no qual já conseguiu um bronze no Grand Prix de Lima e um quinto lugar no Grand Slam de Lausana, em agosto.
Em Baku, começou por vencer a belga Victoria Sibelle, a quem tinha vencido também em Lausana, mas no segundo combate perdeu com Boukli, nos oitavos de final, terminando, assim, em nono.
Portugal prossegue nos Mundiais de judo nos próximos dias, com a entrada em cena na segunda-feira de Miguel Gago (-66 kg), seguindo-se ao longo da semana e até sábado as participações de Otari Kvantidze (-73 kg), Joana Crisóstomo (-63 kg), Taís Pina (-70 kg), Patrícia Sampaio (-78 kg), Jorge Fonseca (-100 kg) e Rochele Nunes (+78 kg).
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