The Jerusalem PostAfter meeting in Turkey, can Syria's new government manage tensions with Hezbollah? - analysisPunchMany feared killed as helicopter crashes in OndoESPNTravis Hunter's juke drops Tee Higgins on nullified pickDaily MaverickSOCIAL (IN)SECURITY: A Cape Town mother buys bread on credit to stretch her children’s grants, then spends payday settling the debtRTP Desporto12h30 Henrique Calisto quer saída digna para Cristiano RonaldoSouth China Morning PostAI microdramas are a test case for China’s next big export waveZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFBusiness AMOekraïne heeft steeds meer gevechtsvliegtuigen, maar kampt met een nijpend tekort aan ervaren pilotenn-tv"Entlastung schmilzt zusammen": Sprit fast überall teurer als zu Beginn des Tankrabatts01netAndroid Auto ne fonctionnera bientôt plus sur des millions de smartphonesColliderThe 5 Darkest Movies of the Last 5 YearsTagesschauBND-Chef warnt vor "gewaltsamem Konflikt mit Russland"
The Daily Newsstand · Free, Always
Monday, October 5, 2026

PS contra "aliança espúria" PSD-Chega nas rendas

Translate

José Luís Carneiro convocou para esta terça-feira uma reunião da direção do PS mas, em semana de Orçamento, o tema que pretende colocar no centro da discussão é outro: a aprovação, com a abstenção do Chega, da proposta do Governo para alterar o regime do arrendamento urbano. O líder socialista quer concentrar a análise naquilo que classifica como uma “aliança espúria” entre PSD e Chega.

Numa mensagem enviada aos membros da sua direção socialista, a que o Observador teve acesso, Carneiro classifica mesmo de “muito grave” a situação. Numa altura em que o PS se prepara para viabilizar a proposta de Orçamento do Governo através da abstenção, o secretário-geral do PS procura sublinhar a distância que separa socialistas e Governo. E, para isso, atacar o entendimento que permitiu fazer passar para a especialidade (para a discussão e votação das alterações na comissão parlamentar competente) a autorização legislativa sobre o arrendamento.

A intenção é mostrar, diz fonte do partido ao Observador, que “o PS vai combater a aliança entre o Chega e a AD que visa facilitar os despejos”. E isto porque o PS aponta como os “efeitos mais graves” as alterações que vê no pacote de medidas que vai ser acertado à direita e que diz que vai “agilizar despejos”, acabar com o “travão de 2% de aumento nos novos contratos”, a possibilidade de um senhorio pedir três em vez de duas rendas antecipadas ou a atualização dos contratos anteriores a 1990.

PSD e Chega com acordo escrito para as rendas, mas nada está garantido

Nesta fase, os socialistas estão a trabalhar numa proposta para a habitação, a “Solução Estratégica Nacional para a Habitação”, que pretendem fazer evoluir para um Serviço Nacional de Habitação Acessível. José Luís Carneiro entregou a coordenação do trabalho a Luísa Salgueiro, presidente da Câmara de Matosinhos e secretária nacional do PS, e quer envolver a sociedade civil, autarcas, o setor da construção e agentes privados nesse debate.

O partido prevê concluir a auscultação até 24 de outubro e apresentar o documento estratégico a 7 de novembro. Das conclusões poderão resultar iniciativas a apresentar na Assembleia da República, mas também uma base para um futuro programa eleitoral. A iniciativa é apresentada pelo PS como um processo de construção de uma estratégia para a próxima década, ainda não como uma proposta legislativa fechada.

Na semana passada, o PS votou contra o pedido de autorização legislativa apresentado pelo Governo em julho, no qual propõe alterações ao Novo Regime do Arrendamento Urbano. No entanto, um acordo com o Chega permitiu que a proposta passasse à especialidade, com André Ventura a exigir que o PSD deixasse por escrito as condições que os dois partidos vão negociar no processo de especialidade. O diploma passou com votos favoráveis de PSD, CDS e IL, a abstenção do Chega e votos contra do PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP.

É a primeira aproximação relevante entre AD e Chega desde que, à última hora, falhou o entendimento para alterar a legislação laboral. O PS quer agora explorar politicamente essa convergência, sobretudo numa altura em que é o próprio partido a surgir mais próximo do Executivo na questão orçamental: ainda antes de conhecer a proposta do Governo, José Luís Carneiro sinalizou que proporá a abstenção socialista, viabilizando o Orçamento do Estado para o próximo ano.

View the original on Observador Desporto →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.