Daily MaverickBrazil’s Bolsonaro, Lula spar in first debate as personal attacks flyPunchRotary Club donates 50 chairs to Bayelsa school, unveils literacy projectInquirerSubic Freeport eyes over 2,000 EV shipments monthlyThe Jerusalem PostLikud open to Liberman joining coalition, Education Minister Kisch tells ‘Post’ - interviewInquirer EntertainmentKatseye hits 1B streams on Spotify for 1st time with ‘Gabriela’Bollywood HungamaHanuman Ansh producer reveals film's EXACT budget for the FIRST time; also reveals that Haldiram invested Rs. 1.25 cr in the SLEEPER blockbusterUOLMacron critica falhas do governo após violência em protestosColliderAmazon Prime Officially Unleashes a New Vampire Nightmare for HalloweenZDF heuteEntdecken Sie das ZDF-NachrichtenstudioBusiness AMRusland maakt zich klaar om meer belangrijke Tu-160M-bommenwerpers te kunnen producerenХабр«Ты втираешь мне какую-то дичь»: как нейросети выдумывают факты и лгут. Боремся с фейками и галлюцинациями ИИDeadline‘Tall Tales & Murder’ Scores New International Deals As Season 2 Takes Shape
The Daily Newsstand · Free, Always
Monday, October 19, 2026

O mistério das 24 pernas: como o ancestral dos insetos trocou dezenas de patas por apenas seis?

Translate

Quando pensamos em um inseto, a imagem de um corpo apoiado em seis patas surge quase que automaticamente. O que a ciência acaba de comprovar, no entanto, é que esse padrão nem sempre existiu. Um fóssil de 324 milhões de anos desenterrado no Texas, nos Estados Unidos, trouxe à tona uma criatura primitiva dotada de impressionantes 24 membros.

O achado, detalhado nas páginas da revista científica Nature, recebeu o nome científico de Chosha praecursor. Com um corpo minúsculo de apenas 49 milímetros, esse organismo habitava a Terra durante o período Carbonífero e agora lança luz sobre os passos evolutivos que moldaram a anatomia dos insetos atuais.

Leia Mais

Da caminhada ao mergulho

Analisando a estrutura do animal, os cientistas notaram algo curioso: somente seis de suas patas eram destinadas à caminhada, posicionadas no tórax exatamente como vemos hoje. O grande diferencial estava concentrado na região do abdômen, especificamente entre os segmentos 1 e 9, que abrigavam apêndices extras.

A ponta dessas formações abdominais não lembrava patas comuns, mas sim pequenos remos. Essa característica levou os autores da pesquisa a concluir que a espécie mantinha um hábito semiaquático, movimentando-se com facilidade na fronteira entre o meio aquático e o solo seco.

Uma ponte para o passado

O achado causou fascínio nos próprios pesquisadores ao demonstrar que os pioneiros dessa linhagem eram muito mais complexos do que se imaginava. O estudo combinou a análise do C. praecursor a de outros dois fósseis, identificando um agrupamento primitivo de insetos e solucionando uma peça que faltava no quebra-cabeça da evolução.

Se atualmente não existe qualquer espécie de inseto com membros na região do abdômen, o novo fóssil prova que a regra das seis patas foi uma conquista posterior. A teoria defendida pelo estudo é que esses animais descendem de antigos pancrustáceos que ostentavam apêndices ao longo de toda a extensão do corpo.

A grande virada evolutiva

A migração definitiva para fora da água exigiu transformações radicais. À medida que esses organismos se distanciavam dos ambientes úmidos, a presença de membros no abdômen tornou-se desnecessária, até que essas estruturas foram totalmente eliminadas, marco fundamental para a colonização do ambiente terrestre.

Até a escolha do nome do fóssil carrega significado histórico. A palavra Chosha foi derivada do termo ch'osh, pertencente ao idioma da etnia navajo, em referência a uma lenda tradicional em que os primeiros territórios do planeta eram povoados por antigas criaturas semelhantes a insetos.

View the original on CNN Brasil →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.