PortuloGOs: uma nova energia em Portugal

A história da PortuloGOs começa em Espanha. Do grupo LoGOs Power nasceu a LoGOs Energía, uma comercializadora com sede no norte do país vizinho que foi alargando progressivamente a distribuição de energia a todo o território espanhol. Em 2020, com a pandemia de Covid-19, a empresa, como todas as outras, viu-se obrigada a repensar a sua forma de atuação: é que as visitas presenciais a clientes e reuniões físicas deixaram de existir de um dia para o outro. A alternativa? Apostar no digital. Mas havia algo que a empresa não queria abdicar: a dimensão humana no momento da contratação. “Não queríamos ser um site frio que vende energia; queríamos continuar a ser pessoas a falar com pessoas, ainda que através de um ecrã”, recorda Pilar González, atual diretora da PortuloGOs. Foi neste contexto que surgiu um objetivo claro: crescer na Península Ibérica.
Destino: Portugal
Com o objetivo traçado, Portugal era, assim, o destino. E, com ele, surgiu uma nova marca dentro do grupo: a PortuloGOs. Mas “entrar em Portugal não foi um capricho nem uma ideia improvisada”, sublinha a responsável. O CEO do grupo, José Payno, tinha trabalhado 7 anos no mercado português e conhecia de perto os pontos fortes e as fragilidades do setor energético. A estratégia de entrada estava, por isso, definida desde o início. O desafio, ainda assim, era considerável: tratava-se de um mercado maduro e muito concentrado, além de que o momento estava marcado por uma crise energética criada pela pandemia. A chave esteve nos parceiros locais. Foram os primeiros distribuidores e parceiros em Portugal que permitiram à empresa estabelecer uma presença real e “criar raízes no país”.
Mariana Alvarez Cortes
José Francisco González Payno, CEO da PortuloGOs
O telefonema no momento certo
Se, por um lado, os parceiros portugueses tinham permitido que o projeto andasse, por outro, faltava alguém que compreendesse simultaneamente Espanha e Portugal, e que fosse capaz de fazer avançar a empresa no terreno. Foi então que o telefone de Pilar González tocou, e, do outro lado da linha, surgiu uma proposta: “Eu queria trabalhar fora do país, e, por isso, quando a LoGOs Energía me contactou para ajudar a liderar esta aventura em Portugal, não hesitei”, conta.
A realidade revelou-se exigente: mudar de país, aprender a língua do zero, enfrentar objetivos de crescimento muito ambiciosos e conquistar a confiança de uma equipa que mal a conhecia não eram tarefas fáceis. A tudo isto, somava-se o facto de ser mulher num setor em que distribuidores e comercializadores continuavam a ser maioritariamente homens: “Foi um enorme desafio. E ser mulher neste setor tornou-o ainda maior. Quando procuramos distribuidores e comercializadores de energia, a maioria continua a ser composta por homens. Fazê-lo sem dominar a língua e sem conhecer plenamente o setor português foi, sem rodeios, complicado.”
Dar a volta ao(s) desafio(s)
O início não foi fácil. Ser mulher num ‘mundo de homens’ trouxe a Pilar alguns desafios. Mas a diretora da PortuloGos não se inibiu, e passou a encarar essa responsabilidade como “uma oportunidade para contribuir para uma liderança mais diversa”. Foi assim que a PortuloGOs assumiu, desde o início, uma cultura assente na igualdade de oportunidades e no mérito. Um compromisso que foi reconhecido, em 2024, com o Selo da Igualdade Salarial da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE). Para Pilar González, a distinção vale “muito mais do que um certificado: é a prova de que é possível construir algo diferente”.
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