As notícias das 7h

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18 graus. Muito bom dia. Notícias às 7, na Rádio Observador, com Luís Soares. Cristiano Ronaldo aterrou esta madrugada em Madrid, depois de ter abandonado o estádio da Seleção Nacional, em Copenhaga. À chegada, depois das duas da manhã, o capitão da seleção não prestou declarações.
Cristiano Ronaldo saiu do estádio onde está a equipe portuguesa na Dinamarca e viajou para a Espanha no avião privado. Uma decisão tomada depois da conferência de imprensa do selecionador nacional, Jorge Jesus, na antevisão do Dinamarca-Portugal. De mais logo, o jogador não terá gostado das palavras do técnico e o futuro do capitão na seleção, João Lourenço, é agora incerto. Primeiro, um sinal de otimismo.
Não recusou, como hoje vai treinar, se vocês forem ver, ele hoje vai treinar.
O fechar de um desentendimento originado num período de aquecimento demasiado longo e sem frutos.
Pensei durante o jogo: "Se calhar vou precisar dele, vai aquecer". E depois não o pus no jogo. Qualquer jogador, como eu também fui jogador, quando a gente anda ali aquecendo, 20 minutos, 30 minutos, e depois não entra, não há nenhum que fique contente.
A zanga entre Ronaldo e Jorge Jesus, que começou na partida frente à Noruega, parecia fechada, ou talvez não.
Porque não há o Cristiano, nem nunca vai haver nenhum jogador que vai mudar as minhas ideias como treinador. Nunca.
Depois da conferência de imprensa de antevisão ao desafio frente à Dinamarca, Ronaldo bateu com a porta. O camisola sete deixou o estádio Parken, em Copenhaga, antes do treino da equipe principal. Poucas horas depois, o capitão da seleção utilizou as redes sociais para informar que deixou o estágio da Seleção Nacional. Afirma que, a seu tempo, dirá a verdade a todos os portugueses sobre as razões que o motivaram a sair do estágio da equipe A. Já a federação afirma que a preparação dos encontros frente à Dinamarca e frente à Noruega vão prosseguir nos termos previstos. Reitera que toda a comitiva mantém o foco absoluto nos próximos compromissos da equipe. O que é certo é que a ruptura definitiva entre Ronaldo e a seleção pode estar próxima, até porque o selecionador não aprecia jogadores que abandonem o treino.
Vocês acham que há algum jogador do nível de uma seleção que se recusa a treinar? Não é de Portugal, de outra seleção. Só se eles quiserem ir embora, se tiverem com outras ideias.
Certo é que Cristiano Ronaldo recusou mesmo treinar com a equipe e abandonou o estágio da seleção portuguesa. João Lourenço aqui com o filme do dia de ontem. O capitão da seleção não vai participar no jogo de mais logo entre a Dinamarca e Portugal, marcado para às 19h45.
E na análise a esta polêmica, o editor de desporto do Observador, Bruno Roseiro, considera que é mesmo o fim de Ronaldo na seleção.
Explica que perante as informações conhecidas até agora, será difícil voltar a ver Cristiano Ronaldo a jogar por Portugal.
Tenho poucas dúvidas, até porque perante aquilo que Cristiano Ronaldo escreveu em três parágrafos, hipótese A: aquilo que ele diz no segundo parágrafo é que acabou a seleção, não tem a ver com o estágio, concretamente para estes quatro jogos a contar para a Liga das Nações. E dois: a relação com Jorge Jesus tem uma ruptura irreversível. E como nesta altura a hipótese de Jorge Jesus sair da condição de selecionador nacional é um cenário que não se coloca, a hipótese de Cristiano Ronaldo voltar a vestir a camisola da seleção também é um cenário que nesta altura não conseguia imaginar.
Análise de Bruno Roseiro, editor de desporto do Observador, na história do dia de hoje.
Augusto Inácio, comentador da Rádio Observador, também considera que o regresso do capitão à seleção é praticamente impossível.
Afirma que agora importa ouvir Jorge Jesus e também Pedro Proença.
Não tens essas condições para poder voltar depois da decisão dele, mas também vamos ver a posição de Jorge Jesus. Está lá aí, o Jorge Jesus está ok, está em alta, ganhou dois jogos.
E a posição de Pedro Proença?
E a posição de Pedro Proença em relação a tudo isto que está a passar. Há uma coisa aqui que falta ainda esclarecer. Até 2030, e já no consulado do doutor Fernando Gomes, estes patrocínios foram todos assinados até 2030 com Cristiano Ronaldo.
Análise de Augusto Inácio, comentador da Rádio Observador, a toda esta polêmica que Miguel Gato tem estado a fazer eco em todo o mundo.
O terremoto Cristiano continua a ter réplicas, é o que escreve o jornal espanhol Marca, que faz manchete com este tema. Ao lado, destaca também a conferência de imprensa de Jorge Jesus e dá o título: "As palavras que incendiaram tudo". O As anuncia que o caso Ronaldo caiu como uma bomba em Portugal e que já se aponta o fim da carreira internacional do recordista de gols pela seleção portuguesa. O italiano Gazzetta dello Sport, por sua vez, resume tudo com uma única palavra: incrível. O L'Équipe, em França, diz que o psicodrama entre Ronaldo e Portugal continua e sublinha também que o fim da carreira internacional do futebolista parece iminente. Em Inglaterra, a Sky Sports escreve que a saída do capitão deixa um sabor amargo na boca. Na Alemanha, Ronaldo também faz manchetes, com o Bild a destacar que o jogador deixou o estágio da seleção nacional de avião privado. O jornal desportivo argentino Olé fala num escândalo e escreve que Ronaldo bateu com a porta. A imprensa desportiva brasileira também dá muito destaque a este caso de Cristiano Ronaldo, com o jornal Lance! a falar em desavenças com Jorge Jesus.
Miguel Gato, que olhou para a imprensa internacional, todos os desportivos dão destaque a Cristiano Ronaldo e à saída do estágio da Seleção Nacional. Portugal joga hoje com a Dinamarca em Copenhaga, a terceira jornada do grupo A4 da Liga das Nações. Depois de triunfos sobre o País de Gales e da Noruega, uma vitória deixa Portugal com um pé e meio nos quartos de final da competição.
E vamos voltar a este tema numa edição especial de E o Campeão É, que hoje substitui o Explicador. É para ouvir depois do Jornal das 9, com comentários de Augusto Inácio, João Castro e do Bruno Vieira Amaral. O Parlamento deu luz verde à revisão da Lei do Arrendamento com a abstenção do Chega. O partido de André Ventura assinou um acordo com o PSD para alterar a proposta na especialidade.
E são quatro as alterações que constam do acordo assinado ontem entre o líder do Chega e o líder parlamentar do PSD. A primeira é a limitação da exigência de pagamentos antecipados e cauções, face à extensão proposta pelo governo. Fonte do gabinete parlamentar do Chega adiantou ao Observador que o partido exige ainda que se proteja os mais idosos, em especial os mais carenciados e com regimes anteriores a 1990, com regime de compensação dos senhorios. A terceira condição para a viabilização na especialidade é aprofundar a resposta especial ao inquilino e reforçar o fundo habitacional. O Chega quer também fazer a distinção entre situações de real abuso reiterado e propositado, em que o despejo tem que ser rápido de situações de incapacidade real. Ontem, Luís Montenegro já tinha manifestado a disponibilidade do governo para negociar, mas sem desvirtuar a estratégia do executivo para a Lei do Arrendamento.
O primeiro-ministro elogia o sentido de responsabilidade do PS, depois dos socialistas anunciarem que se vão abster na votação do Orçamento do Estado.
E o governo tem, assim, via aberta para aprovar o orçamento do próximo ano. O primeiro-ministro classifica este posicionamento do PS como um sinal importante, sobretudo para a estabilidade política do país.
Creio que hoje mesmo foi dado um sinal importante
Com o posicionamento de um dos dois maiores partidos da oposição portuguesa relativamente ao Orçamento do Estado. Tem sido possível noutras alturas contar com esse sentido de responsabilidade. Nós tentamos que ele possa vir de todas as áreas das oposições, mas evidentemente não deixamos de dizer que o Partido Socialista tem estado mais disponível para isso do que outros partidos.
Luís Montenegro ontem à noite, em declarações durante uma conferência em Fafe sobre ambição. O secretário-geral do PS explica que vai propor a abstenção porque o governo respondeu às exigências dos socialistas, nomeadamente no que diz respeito às pensões e à revisão constitucional.
A Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar acredita que vai ser possível dar um médico de família a todos os inscritos no SNS até 2029 e pede um esforço extra na contratação e fixação dos profissionais.
A associação defende que dar médico de família a todos os inscritos no Serviço Nacional de Saúde até ao fim da legislatura deve continuar a ser um objetivo. Insiste que esta é uma oportunidade única para isso acontecer. O presidente da Associação Nacional das USF, José André Pescaia, pede um reforço extra na contratação e fixação dos profissionais.
Nós acreditamos que essa é a premissa para resolver todos os outros problemas, desde o recurso à urgência hospitalar, que é realmente o controle da doença aguda e crônica. Este é o último ano em que vamos ter muitas aposentações de médicos de família. E depois, a partir de agora, são números residuais, em que o número de internos que vamos formar torna perfeitamente possível alcançar esse objetivo até o fim da legislatura, até 2029.
A expectativa do presidente da Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar, André Pescaia, em declarações à Agência Lusa, sublinha a importância de ter mecanismos de recrutamento durante todo o ano e chama ainda a atenção para a necessidade de promover o desenvolvimento das novas unidades de saúde familiar.
O Movimento ProTejo alerta para a falta de água no rio e considera que as medidas ambientais anunciadas por Portugal e Espanha não estão a ser cumpridas.
É um alerta que surge no Dia Nacional da Água. O Movimento ProTejo garante que o rio continua a ter dias sem água. Em causa, o compromisso anunciado há dois anos entre Portugal e Espanha para garantir caudais diários no Tejo e a partir da barragem de Cedigo. No entanto, o porta-voz da ProTejo, Paulo Constantino, garante que continua a haver no rio Tejo dias em que o caudal é inferior ao mínimo diário acordado entre os dois países.
Seja reconhecido que efetivamente não acabaram os dias de caudal zero, porque verificaram-se cinco dias de caudal médio diário nulo no ano hidrológico que acaba hoje. E também 14 dias com caudal mínimo diário inferior a um hectômetro cúbico. Portanto, era importante, no âmbito da Convenção para Aplicação e Desenvolvimento da Convenção de Albufeira, em que estão representadas delegações de Portugal e Espanha, que pelo menos isto fosse cumprido.
Paulo Constantino, porta-voz do Movimento ProTejo, ouvido pela Rede Observador quanto às falhas de água registradas em Almada. Paulo Constantino considera que abastecer a região com água da barragem de Castelo de Bode não deve ser uma solução permanente.
São agora 19h10, Luís, que outras notícias marcam esta manhã?
A partir de hoje, as tarifas do gás e da eletricidade ficam mais caras. A eletricidade sobe em média 2,7% para a maioria dos clientes domésticos do mercado regulado. Já os preços do gás natural aumentam em média 6,4%. A ERSE justifica a atualização da subida com os custos de aquisição de eletricidade. A PSP registou mais de 54 mil crimes contra idosos nos últimos três anos. São dados divulgados pela PSP no âmbito do Dia Internacional das Pessoas Idosas. A polícia fala numa relativa estabilização dos números. Quanto aos crimes, destacam-se sobretudo furtos e também burlas. O primeiro-ministro israelita diz que ainda é cedo para dizer o que esteve na base da tentativa falhada de despenhar um avião que voava do Dubai para Tel Aviv. Em declarações à imprensa norte-americana, Benjamin Netanyahu diz que o motivo ainda é desconhecido e questionado sobre se o Irão estaria por detrás do incidente, o chefe do governo israelita disse que ainda é cedo para o afirmar. O copiloto está sendo investigado na Arábia Saudita, onde foi preso depois do avião da Flydubai ter feito uma aterragem de emergência na sequência de uma tentativa de ataque ao piloto do avião. Aqui ninguém tem mais de 1,82 metro, pois não?
Eu ando lá perto.
Eu tenho.
Olha o crescido, olha o grande.
Eu já sei, é para a festa. Eu vou. Tu podes ir, Bruno. Eu posso ir.
Há uma festa?
Há uma festa.
Discriminatória.
Em que o critério da entrada é ser alto, Paulo.
Isso é legal?
Não sei.
Pois é, e é que está escrito proibidíssimo.
Sendo que os homens têm que ter no mínimo 1,82 metro e as mulheres 1,70 metro.
1,70 metro?
1,70 metro.
Olha, bem, essa discriminação, enfim...
Epá, olha, temos de investigar isso.
Eu acho que isso vai dar polêmica.
Alguém devia se responsabilizar.
Deve violar várias leis, vários artigos da Constituição.
Isto é anticonstitucional.
Completamente.
É um evento organizado pela Tall People Club, que se dedica a organizar festas para pessoas altas. O homem e a mulher mais altos da festa ainda vão receber um prêmio no final.
Epa, fantástico!
Vai ter que ficar esperando.
Eu sou Small People Club.
Eu só queria saber qual é que era-
É uma festa altura.
Eu só queria mesmo saber qual é que era a altura mínima para poder dizer: "Então sim, não vou."
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