Paes reconhece derrota para Ruas no RJ e diz que respeitará decisão da Justiça
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) disse que vai respeitar a decisão da Justiça que rejeitou a realização de um segundo turno na eleição para governador.
No domingo (4), o candidato Douglas Ruas (PL) obteve 49,27% dos votos nominais, enquanto Paes ficou com 42,76% e Anthony Garotinho (Republicanos), 3,17%.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porém, decidiu anular os votos de Garotinho devido a condenação por improbidade, abrindo caminho para a vitória de Ruas já em primeiro turno.
Em rede social, na noite desta quinta, Paes publicou um texto de agradecimentos, no qual não citou o nome do primeiro colocado na disputa.
"A maioria dos eleitores fluminenses votou para que a eleição para governador do Rio de Janeiro fosse decidida no segundo turno. Infelizmente, a Justiça decidiu que não haverá segundo turno, contrariando a vontade soberana dos eleitores. E decisão judicial a gente respeita."
Paes também afirmou que o estado vive uma das maiores crises da sua história e que seu grupo político seguirá vigilante, "cobrando resultados" do eleito. "A eleição termina, mas o meu amor pelo RJ e o meu compromisso com o povo fluminense continuam os mesmos".
Esta foi a terceira vez que Paes concorreu ao Palácio Guanabara. Em 2006, quando era deputado federal pelo PSDB, obteve apenas 5,3% dos votos válidos na primeira eleição de Cabral como governador. Em 2018, pelo DEM, liderou as pesquisas de intenção de voto até a véspera do primeiro turno, quando foi atropelado pela onda bolsonarista que elegeu Wilson Witzel, então no PSC.
O candidato do PSD renunciou à prefeitura, com um ano e três meses de mandato, para tentar o governo do estado. No comando do município, exerceu quatro mandatos.
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