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Monday, September 21, 2026

Fotógrafa descobre doença rara depois de dar match em aplicativo de relacionamento: “Quase 30 anos depois”

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A influenciadora Maria Paula Vieira usou as redes sociais para relatar sua trajetória de dúvidas e incertezas até encontrar um diagnóstico que descrevia todos os sintomas que sentiu por quase 30 anos. Um detalhe curioso resume como essa resposta veio: ela conheceu um estudante de medicina em um aplicativo de relacionamento que a ajudou em sua descoberta.

Por meio do Instagram, a mulher, que é fotógrafa, jornalista, atriz e modelo, compartilha suas vivências como uma pessoa com deficiência. Em 2024, ela detalhou como conseguiu colocar um ponto final na agonia de não saber por que tinha tantos sintomas desde a infância.

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A revelação veio do médico dermatologista Paulo Ricardo Criado, professor na Faculdade de Medicina do ABC.

"Há alguns anos eu conheci o Lucas, um estudante de medicina, no Tinder, e ficamos amigos. Ele me apresentou o Dr. Paulo, uma espécie de Dr. House! Para minha surpresa, ele é mesmo, porque descobriu (a doença)", relembrou.

Maria Paula contou que precisou fazer um exame genético que comprovasse qual condição possuía, e o resultado deu positivo: ela tem eritromelalgia primária com Síndrome de Olmsted.

O que são as condições?

A eritromelalgia primária é uma condição rara que afeta os vasos sanguíneos, o que causa dor intensa e queimação nas extremidades, pés e mãos.

Já a Síndrome de Olmsted é uma condição extremamente rara, sendo que o principal sintoma é o espessamento da pele nas palmas das mãos e plantas dos pés. No caso da influenciadora, a condição também provoca atrofias nas articulações.

Na época, ela celebrou as respostas que obteve por meio da medicina. "Eu finalmente tenho um diagnóstico, e com ele eu posso me entender mais, tirar culpas, saber que coisas que eu sentia não eram loucura da minha cabeça, é real! Agora eu também posso ter um tratamento mais direcionado e, quem sabe, um dia sentir menos dores. Essas doenças são raras e existe pouquíssima informação! Que esse vídeo também possa servir pra trazer luz a doenças raras como essas", declarou.

Criação de conteúdo

Atualmente, Maria Paula usa seu perfil nas redes sociais para detalhar sua rotina, para fazer alertas sobre a falta de acessibilidade que existe em serviços gerais e também para levantar debates sobre assuntos importantes da sociedade.

Na última quarta-feira (16), a fotógrafa criou um conteúdo sobre campanhas de prevenção ao suicídio. Entre os temas levantados, ela apontou como é importante que o SUS e convênios não interrompam o fornecimento de medicamentos a pessoas que necessitam de tratamentos e também falou sobre a educação de crianças anticapacitistas na sociedade.

"É não precisar enfrentar diariamente o capacitismo, a falta de acessibilidade ou a interrupção de direitos básicos. Falar de cuidado também é falar sobre as condições que permitem que uma pessoa viva, participe, escolha, sonhe e tenha motivos para continuar", escreveu.

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