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Friday, September 11, 2026

25 anos do 11 de Setembro: ex-tenista revela como ataques mudaram rotina no tênis

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O US Open daquele ano havia terminado apenas dois dias antes, com Lleyton Hewitt conquistando o título masculino. Blake havia sido eliminado na segunda rodada e estava em Augusta para realizar um teste físico, depois de sofrer com cãibras durante a competição.

O pai do então jovem tenista, porém, continuava em Nova York, onde trabalhava. Com as redes de telefonia congestionadas após os ataques, Blake passou por um período de incerteza até descobrir que ele estava bem.

James Blake US Open 2013 — Foto: Reuters

— Foi algo que eu simplesmente não conseguia acreditar que pudesse acontecer nos Estados Unidos. Não sei se éramos todos ingênuos ou se vivíamos sob uma sensação de segurança, acreditando que tudo ficaria bem. Aquilo destruiu essa sensação por um tempo — contou Blake à BBC.

Naquele momento, Blake morava na Flórida. Como os aviões estavam proibidos de voar, ele precisou alugar um carro e fazer de Augusta até Tampa, onde vivia. Duas semanas depois, o próximo compromisso profissional estava marcado em Hong Kong. Pela primeira vez, uma viagem que fazia parte da rotina do tênis passou a representar um motivo de medo.

— Foi definitivamente assustador. Acho que você fica muito isolado no tênis. Sente que essa pequena bolha em que vive, como uma espécie de circo itinerante, é normal. Quando percebe como as viagens podem ser restritas, isso faz você acordar um pouco para a realidade e para a rapidez com que as coisas podem mudar — afirmou.

James Blake em evento do US Open este ano — Foto: Eduardo Munoz/Reuters

Blake explicou que os jogadores estavam acostumados a viver em uma espécie de mundo à parte, viajando constantemente para disputar torneios e seguir a carreira profissional.

— Parecia que havia uma rede de segurança ao seu redor. Vivíamos um pouco em um mundo de sonhos, em que você está realizando o sonho de jogar um esporte profissionalmente, e tudo isso pode ser tirado de você.

Ben Shelton 3 x 2 Carlos Alcaraz | Melhores Momentos | 4ª de final | US Open 2026

Ben Shelton 3 x 2 Carlos Alcaraz | Melhores Momentos | 4ª de final | US Open 2026

Os ataques também provocaram a interrupção de eventos esportivos nos Estados Unidos. Competições foram suspensas, enquanto o Ryder Cup, que seria realizado naquele mês na Inglaterra, acabou adiado por um ano

Para Blake, a retomada do esporte teve papel importante no processo de recuperação do país. O ex-tenista cita como um dos momentos marcantes a volta dos eventos esportivos e a participação do então presidente George W. Bush em uma partida do New York Yankees.

— Eu estava quase chorando naquele momento. Foi especial ter um presidente em exercício fazendo aquilo. Também significava: estamos de volta, vamos ter esportes, vamos continuar nossas vidas — disse.

O US Open mantém uma cerimônia em homenagem às vítimas quando o aniversário do 11 de Setembro coincide com o período do torneio. Em 2026, a competição fará uma marca especial pelos 25 anos dos ataques. O Arthur Ashe Stadium será iluminado durante a noite, enquanto bandeiras americanas serão colocadas a meio mastro. Antes das semifinais masculinas, haverá um minuto de silêncio.

James Blake em evento do US Open este ano — Foto: Eduardo Munoz/Reuters

Antes da semifinal entre os americanos Ben Shelton e Frances Tiafoe, uma grande bandeira será aberta na quadra. Blake, que chegou a duas quartas de final do US Open durante a carreira e alcançou o quarto lugar do ranking mundial, considera a homenagem especialmente significativa.

— O US Open de 2001 é algo de que me lembro muito bem. O que teria acontecido se isso tivesse ocorrido dois ou três dias antes e todos nós ainda estivéssemos lá? — questionou.

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