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Saturday, October 31, 2026

"Brasil é capaz, mas não parece caminhar para superar polarização", afirma Pablo Ortellado

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O Opinião desta sexta-feira (30) discute como será a convivência no Brasil depois das eleições presidenciais. Encerrada a disputa nas urnas, os brasileiros terão de lidar com as diferenças políticas que atravessam famílias, amizades e ambientes de trabalho. O país viverá os próximos quatro anos em clima de campanha permanente ou conseguirá construir espaços de diálogo?

De acordo com Pablo Ortellado, filósofo e professor de gestão de políticas públicas na Escola de Artes Ciências e Humanidades da USP, afirma que o Brasil é capaz de superar a polarização, mas não tem caminhado nesse sentido. 

"O Brasil é capaz [de superar a polarização]. Se ele fará, acho que não está caminhando para isso. Esse problema que estamos vivendo não é um problema brasileiro. Infelizmente muitas sociedades estão caminhando para isso nos últimos dez anos, mais ou menos. A situação foi piorando esse sentimento. Ele é mobilizado por uma série de coisas, a gente está ficando com identidades políticas muito fortes. A gente passa a se ver como membro de um grupo que se define em antagonismo ao outro grupo", explica. 

Segundo Ortellado, o debate público contemporâneo tem se "moralizado" de tal maneira que o adversário político representa uma ameaça à existência de determinado grupo ou setor.

"Nosso debate está ficando muito moralizado. Os temas que estão dividindo os campos políticos são muito morais. São corrupção, são os temas de direitos humanos. Esse temas são percebidos como existenciais e o adversário é visto como uma ameaça à sua identidade política e à sua própria existência. Isso torna o desafio do convívio numa sociedade plural muito difícil". completa. 

Além do filósofo, Andresa Boni recebe no estúdio a psicóloga e professora da PUC Gabriela Gramkow. 

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Assista ao programa completo:

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