Dinamarca e EUA anunciam acordo sobre a Groenlândia
Na mesma nota, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, acrescentou que o acordo "reconhece os interesses" da ilha, assim como seu "lugar na cooperação internacional".
"Controle permanente" dos EUA
Também nesta sexta, o presidente americano, Donald Trump, divulgou o acordo enfatizando, em uma mensagem postada em sua rede social Truth Social, que ele permitirá o "controle permanente" da segurança do território autônomo dinamarquês e tem prazo "indefinido, não tem fim".
Segundo o presidente americano, "nenhum adversário" dos EUA poderá ter presença militar na ilha ou realizar investimentos sensíveis sem a autorização expressa de Washington.
"Esse é um acordo de vida indefinida, não tem fim", afirmou Trump, que acrescentou que os Estados Unidos começarão "imediatamente" o processo para desenvolver uma grande presença militar na Groenlândia e que trabalharão com os habitantes da ilha no desenvolvimento e construção dessas instalações.
Desde o início de seu segundo mandato, Trump tem insistido que os Estados Unidos precisam controlar a Groenlândia por razões de segurança nacional, e em 20 de janeiro, dia de sua posse, afirmou que Washington precisava tomar a posse da ilha para garantir a segurança internacional. Em março, ele chegou a dizer que não descartava o uso da força militar para alcançar o objetivo.
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