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Sunday, September 20, 2026

Sporting já caiu no abismo? Porto e Benfica querem voar

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Dia de clássico no Dragão, com duas equipas num bom momento de forma. Futebol Clube do Porto e Benfica tentam capitalizar de alguma forma o deslize do Sporting e um deles pode realmente ficar a ganhar com este clássico, o primeiro da temporada. Os Leões que, como dizia, escorregaram pela segunda vez consecutiva no campeonato. Depois do Famalicão, foi o Arouca que tirou pontos aos comandados de Rui Borges, que vai ver o seu futuro avaliado nas próximas horas pela SAD leonina. Esta é uma edição alargada e especial de "E o Campeão É", com reforços de peso no comentário, Augusto Inácio, Gabriel Alves, Pedro Henriques e ainda os mais expectantes para o dia de hoje, o João Pinto e o Luís Pinto Coelho, adeptos do Benfica e também do Futebol Clube do Porto. Sejam todos muito bem-vindos. Eu sou João Costa e Silva, comigo esta manhã está também o Miguel Gato. E Miguel, com muito para pôr aqui em cima da mesa. Exatamente, e começando pelo Sporting, mais um empate, o terceiro em apenas sete jornadas, desta vez frente ao Arouca. Empate a duas bolas, depois dos Leões terem começado bem a ganhar 2 x 0 ao intervalo, deixaram-se empatar na segunda parte e Zeno Debast não ajudou nada a equipa leonina. Esta manhã a imprensa desportiva, como disseste, João, dá conta de que a SAD leonina decide o futuro de Rui Borges nas próximas horas. Augusto Inácio, Frederico Varandas pode mesmo dispensar Rui Borges nesta altura da época. Lembro os nossos ouvintes que estamos antes da pausa para seleções, ou seja, aqui um período de três semanas. E o Braga logo depois. Exato.

Bom dia a todos. Dizer que o Sporting teve uma transformação muito grande. Frederico Varandas entendeu que havia jogadores importantes que tinham que sair do Sporting, porque estavam em fim de ciclo. Não entendo este fim de ciclo, sinceramente, porque Pote, três meses antes, tinha renovado até 2030. Trincão, com 26 anos, tinha renovado também quatro meses antes até 2030. Saíram, pelo menos esses, não estou a ver que fim de ciclo é esse. Sinceramente, houve ali uma revolução muito grande depois do Sporting ter perdido a final da Taça de Portugal com o Torreense e entenderam que haviam que despachar ali alguns jogadores. O que é certo é que o Sporting contratou gente nova, teve tempo para isso, podes contratar os melhores jogadores do mundo, mas depois tens que ter algum tempo para teres e definires o que é uma equipa, o que é jogar em equipa e o que é a consistência de uma equipa. E eu lembro-me que as equipas, neste caso, as grandes equipas que lutam por títulos, têm que ter realmente esse período. Isso não quer dizer que o Sporting, mesmo com tanta gente nova, que não pudesse ter feito mais, poderia ter feito mais. Aliás, um dos grandes problemas do Sporting, o que é estranho e o que é de pensar, é que o Sporting parece não gostar de estar a ganhar, porque o Sporting depois de estar a ganhar, parece ficar a tremer por estar a ganhar. Isto é uma coisa realmente incrível, porque o Sporting não sabe segurar resultados, porque o Sporting também não tem essa tal consistência. Além disso, os jogadores também não se podem desresponsabilizar daquilo que se está a passar, porque o treinador Rui Borges não tem culpa do Debast ter ido pra rua no momento em que foi e da maneira como foi, estupidamente, digo eu. Não tem culpa que entrasse um Eduardo Quaresma completamente deslocado do jogo, em que os adeptos do Sporting adoram o Eduardo Quaresma pela garra, pela determinação, pelo querer, por aquilo que dá em campo, mas em cada jogo que faz, há sempre um ou outro lance em que ele compromete a equipa. E ontem foi um desses jogos. Tanto o primeiro gol, parecia que estava a jogar futebol de praia ou estava a jogar futebol de salão. Parecia que não se passava nada com ele e mesmo também no segundo gol, está muito mal colocado, porque o jogador do Arouca conseguiu marcar o gol nas suas costas. Diria que Rui Borges também tem parte importante naquilo que tem sido este trajeto do Sporting, como é evidente.

Mas não é o principal responsável.

Não, porque isto é tudo muito bonito, mas quando se ganha, toda a gente quer os galardões e quer as faixas. Toda a gente é campeão, toda a gente lutou, toda a gente trabalhou pra ser campeão. É o presidente, é a administração, é os jogadores, é os treinadores, é isso tudo. E quando se perde, não se pode apontar só ao treinador, tem que apontar também a todos eles, que realmente também fazem parte do processo. Mas aquilo que mais me custa ver é, sinceramente, o Sporting consegue fazer o mais difícil, que é estar em vantagem e depois desperdiçar essa vantagem por várias razões, incluindo opções do treinador, mas também erros individuais clamorosos, diria eu, dos jogadores do Sporting.

Gabriel Alves, bom dia. O que é que se passa com o Sporting? É consistência, é um problema de mentalidade, falta de liderança? O Augusto colocou aqui vários problemas desta formação leonina. Ontem, o certo é que esteve mais uma vez em vantagem e na segunda parte, volta a ceder pontos em casa, pontos que podem ser importantes. Aliás, e colocando isto em perspectiva, o Porto vencendo hoje o clássico, o Sporting em setembro, estamos a dia 20, pode ficar a oito pontos do primeiro lugar.

Aliás, o Sporting mais lhe agradaria hoje, portanto, nem vi que houvesse um empate. Olha, eu estive a ouvir com muita atenção o Augusto e estou completamente de acordo com ele e faz-me lembrar, já que gostam tanto ali por Alvalade e até em Portugal, de trazer o Rúben Amorim tantas vezes aqui a terreiro. Olha, se calhar está se a passar com ele em Milão algo de parecido. Só que ali as coisas estão um bocadinho mais ácidas, mas não é daí que viemos falar, só para dizer que está algo parecido Isso é verdade. Não é só o treinador que é o responsável. Há toda uma gama de situações que levam a este tipo de situações, porque ninguém hoje fala. Fala-se da perda dos pontos, mas naquela primeira parte, nós vimos o Sporting fazer uma das suas melhores exibições esta temporada. O Sporting jogou muito bem, jogou um bom coletivo, teve bom futebol naquele 4-3-3 que implementou, com um bom destaque da casa das máquinas onde Doumbia, Zalazar e Altimira, este epicentro, belo jogador, que eu conheço bem a sua atuação, a sua dinâmica e o seu rendimento no Bétis, e o próprio Luís Soares de volta dentro daquilo que é o seu status dentro do clube, jogando naquela posição onde o associativismo é nove e meio. Depois tem as segundas partes, que naturalmente não têm sido aquelas que o Sporting pretende. Expulsão, penalti, isso já foi tudo bem definido pelo Augusto. E também há que dar aqui mérito ao Arouca, fez-se perdida. E obviamente que, tendo superioridade numérica e perante aquilo que foi o 4-1 do Sporting um bocado perdido, como digamos, na roupa, fez o seu trabalho e acabou por ganhar um ponto. Agora, este Sporting tem jogadores novos que naturalmente têm que ser inseridos e vão levar o seu tempo. Os adeptos leoninos estariam com muito mais vontade que isto fosse diverso, mas não é. E a verdade é que quer Porto, por seu lado, com a equipa que tem, não perde pontos e marca muito a cadência do campeonato. E Marco Silva chegou e obviamente com o que tinha, com aquilo que lhe deram, está a fazer de facto uma boa equipa. Isto aqui é o contraste dos emblemas, é o contraste das emoções, obviamente. E não sei se o Sporting for buscar agora um treinador, o que é que vai mudar, de facto, de imediato.

É um trabalho e é um processo. Deixe-me só aqui restabelecer a verdade, até porque o Luís Pinto Coelho deu-me nota disso. São seis pontos que o Sporting pode ficar do foco do Porto e não oito. E as contas nunca nos demos muito bem.

Ainda assim, é uma margem considerável nesta altura do campeonato.

São três empates, o da Amadora, e depois os últimos dois consecutivos, Famalicão e agora este Porto.

Luís Pinto Coelho, bom dia também para ti. Já não é a primeira vez que o Sporting de Rui Borges baixa as linhas e cede empates desta forma. Já o vimos na temporada passada. Lembro-me, por exemplo, do jogo frente ao Sporting de Braga, em que o Sporting, se não estou em erro, estava a ganhar 2-0 e deixa-se empatar também com penalti no último minuto ou nos descontos. Isto é responsabilidade do treinador, os jogadores não assumem a responsabilidade que deviam neste momento? Como é que olhas para esta situação? É um cenário que não é novo.

Olá, bom dia. Uma vez, duas vezes, pode acontecer. Eu até vou citar o Jorge Jesus: uma vez, ok. Duas, tudo bem. Três, é demais. Agora, 18? Já são 18 vezes, isto já é um padrão. E depois as justificações que me parecem algo caricatas, porque a expulsão é que ditou o empate. Foi quase isso que o Rui Borges ontem disse. Mas na semana passada o Famalicão empatou com 10. O Famalicão é que estava com 10 e conseguiu empatar.

E foi à procura do resultado, não é?

Sim, eu acho. O Sporting ficou a jogar com 10, mas não estava zero o jogo, estava a ganhar 2-0. Esse é que é o problema. O Sporting não estava a jogar com o Bayern de Munique nem com o Barcelona, com todo o mérito que o Arouca possa ter. Os treinadores são sempre uma obra inacabada, só que quando se chega a um grande, o crescimento de um treinador tem que ser um bocadinho mais rápido do que se estiver a treinar, com todo o respeito, no Arouca, no Moreirense, que a pressão é diferente. E o que me parece é que o Rui Borges não está a ter esse crescimento. E depois a forma como comunica também acho que não me parece que ative os jogadores e não agarra os jogadores.

Luís, não te surpreende que neste momento, e temos informação disso, esteja a ser discutida a continuidade à frente do Sporting? Ou seja, é uma realidade que está a ser discutida. Vamos ter agora a pausa para as eleições e ainda ontem falávamos que o próximo jogo do Sporting, quando regressar ao campeonato, é na Pedreira, em casa do Braga.

Não, porque me parece que é uma morte anunciada. Eu acho que o Rui Borges já perdeu os adeptos. Os adeptos já perceberam que dificilmente com o Rui Borges vão lá e se calhar há treinadores livres no mercado, que se calhar dão mais garantias e têm outro perfil que os adeptos do Sporting preferem. Mas obviamente que a culpa aqui também está na estrutura. Eu lembro a queda do Sporting começou quando Frederico Varandas veio com aquelas afirmações que os outros é que jogavam pouco e estavam com medo. A partir daí foi o descalabro. E que lhe sirva um bocadinho de lição de ser um bocadinho mais humilde. E depois, toda a revolução que fez, parece-me fazer pouco sentido. E aquela transferência, por exemplo, do Diomande, depois de já ter feito tantas transferências e de não estar aparentemente a precisar de dinheiro, coloca o Sporting numa fragilidade defensiva que não tinha essa necessidade. E depois outra coisa, é que contrata um jogador lesionado. Que ainda ninguém percebeu o que se passa, o jogador está lesionado, não joga. Além disso, nem comunicaram o resultado.

O jogador que não foi para o Estrasburgo, se não estou em erro, por causa de ter reprovado nos exames médicos, na altura.

Sim, e continua sem jogar lesionado, não se sabe quando regressa. E além disso, aqui outro apontamento, o Sporting nem sequer comunicou essa transferência à CVM. Ainda nem se sabe quanto é que custou o jogador. Isso são questões da presidência e não de Rui Borges. Acho que é um misto de tudo. Jogadores também desconcentrados, treinador que está completamente desinspirado e eu ontem mal vi o 11, percebi que as coisas não iam correr bem. Como é que se pode deixar o melhor jogador do Sporting esta época no banco? Qual é a explicação, a razão? Eu não consigo perceber, não sei. Flávio Gonçalves é o melhor jogador do Sporting nesta época e o que está a criar mais desequilíbrios. E vai para o banco.

Para a entrada de Dirankunda, talvez numa procura de maior profundidade neste jogo.

Sim, mas é a mesma coisa que hoje o Porto deixar o Gabri Veiga ou o Benfica deixar o Prestianni no banco. Isto não tem sentido. Não se vai abdicar do melhor jogador por causa de uma questão tática. Pode-se abdicar de um outro jogador, agora não do melhor jogador. O que me parece é que tem que encaixar o jogador que custou 30 milhões e os reforços que chegaram. E quem é que paga? É o menino da formação.

Pedro Henriques, Rui Borges in, Rui Borges out, o que é que Varandas vai fazer?

Bom dia.

Bom dia, Pedro. Já te estamos a ouvir.

Hoje não estou com o externo quatro, estou com o report, portanto, há aqui um botão que a gente tem que ligar, porque senão fico em mudo. Então vamos lá. Em relação àquilo que é a minha análise do momento do Sporting, descrevem-se alguns pontos que eu tinha tirado como notas desde ontem à noite, que embora estivesse a entrar na arbitragem, fui tirando os meus apontamentos. Primeiro lugar, a 18ª vez, como já foi dito aqui muito bem, que a era de Rui Borges está em vantagem. Eu até posso dizer 17 ou 16, porque o jogo com o Bayern de Munique, eu acho que esses jogos nem contam o facto de momentaneamente estar a ganhar. Mas são circunstâncias em que o Sporting está na frente e às vezes de forma muito confortável e deixa, mesmo não perdendo, deixa que os adversários pelo menos empatem. Depois quero relembrar que o Rui Borges o ano passado tem zero vitórias contra as equipas grandes. Braga, Benfica e Porto, ok, tem aquela coisa da Taça de Portugal que acaba por eliminar o Porto, mas depois não serviu de nada, porque tem uma das derrotas mais vergonhosas que eu acho que existe.

Mas também fez uma boa campanha na Liga dos Campeões. Estás a falar a nível interno.

Sim, o que é que ganhou na Liga dos Campeões? Dinheiro. É que os adeptos, às vezes a gente entende isto uma vez por todas, todos, eu não estou a criticar, estou a falar em termos genéricos. Os adeptos querem é vitórias, querem título, não é vitórias, querem títulos. E portanto, já se sabe, Liga dos Campeões é bom, projeta jogadores, vai-se mais longe, é espetacular. Mas toda a gente prefere um título de campeão nacional ou até uma Taça de Portugal do que ir aos quartos ou aos oitavos final da Liga dos Campeões. Sob o ponto de vista do título, não é sob o ponto de vista depois do dinheiro e da projeção.

É o que fica para a história também.

Exatamente. E o Rui Borges tem zero vitórias a época passada contra os grandes. E vamos ver o que vai acontecer se lá chegar até Braga. Portanto, não ganhou ao Benfica, não ganhou ao Porto, não ganhou ao Braga. Tem zero títulos, perde a final da Taça de Portugal, que é das coisas mais desastrosas para o Sporting. Depois, substituições. Vamos vê-las como ontem, só para dar um exemplo. Substituições atrás. Independentemente de tudo, passas uma mensagem para os teus que vais tentar defender quando estás em Alvalade. Eu até aceito que em Famalicão pudesses fazer qualquer coisa diferente, embora estivesses a jogar com mais um. Agora em Alvalade, mesmo a jogar com 10, não podes dar um sinal que agora vais defender quando tens 54 minutos de jogo jogado. E depois, já foi aqui dito, também é um dos apontamentos, como é que é possível o Flávio Gonçalves não ir a jogo no momento que o Sporting está? Se a equipa estiver a jogar e tudo a funcionar e marcas gols de costas e de cabeça e até deitado no chão, tu até podes fazer esse tipo de experiências jogando em casa. Não no momento que o Sporting está atravessado. E depois os discursos. Também já foi aqui dito, não jogam nada com aquilo que se passa em termos de realidade. E o exemplo que o Luís deu era o exemplo que eu tinha aqui colocado, que é tu ontem dizes: "Sim, senhor, porque de repente há uma expulsão que a gente não estava a contar e depois um pênalti". Então e a semana passada, que estavas a jogar com mais um? É que não cola, os discursos são os mesmos e não colam. E depois, a questão da liderança, vê-se em pequenos aspetos. De repente, quem é que nós tínhamos a fazer treinador? O Suárez, no banco. De pé aos saltos e aos pulos. E o treinador de volta do iPad. Tu quando acabas de sofrer um gol ou até de marcar um gol, não podes ir para o iPad ver como é que foi a imagem. Tu tens que comunicar imediatamente com os jogadores, para o bem ou para o mal. Tens que estar de pé, tens que estar virado para o campo. Não podes ir para o banco, que é esta pancada que os treinadores agora têm, vão para o iPad ver o lance. Não, a comunicação olhos nos olhos faz lembrar aquele indivíduo que se encontra na rua e diz: "Ó, pá, estás porreiro. Olha, vamos para casa e liga-te ao Instagram para a gente falar". Então se estás olhos nos olhos, cara a cara com essa pessoa na rua, vais para o Instagram ligar-te? E depois as estatísticas de ontem, o Sporting em Alvalade tem 10 remates contra 15 e perdem remates enquadrados três contra cinco. E mais, uma equipa que quer então defender o resultado não pode cometer nove faltas quando o adversário até fez 17. Alguma coisa não está em termos de agressividade, no sentido positivo. E termino com isto. Já disse isto aqui quando o Rúben Amorim andava com a teimosia que não precisava de ponta de lança. Minha opinião como árbitro, ok, por acaso até tenho o curso de nível um, mas minha opinião como árbitro, só, e pessoa que vê futebol, que se calhar estou completamente errado. Em Portugal e em futebol português, isto é verdade para a Liga 2 e para a Primeira Liga, podes ser o Benfica, o Porto ou Sporting, tens que ter duas coisas na tua equipa, que é um pinheiro lá à frente que marque gols nem que seja de costas, e quando digo um pinheiro, um jogador que marque gols, que tenha o gol, e cá atrás tens que ter um central, não é que tenha pé esquerdo, nem pé direito, nem interior, esqueçam lá isso, que varra. E os clubes normalmente grandes têm sempre alguém. É só olhar para a história, o Pepe, o Luisão, o Sporting se calhar mais recente com o Coates, tinha um jogador que varre, que limpa tudo. E o Coestar, o Debast e o Gonçalo Inácio não têm essas características e precisam de alguém ao lado, que se foi embora, foi o Diomande, e outros que já lá tiveram, e precisam de alguém ao lado disso. E portanto, o Sporting é um conjunto de equipos neste momento.

E sobre esta escorregadela do Sporting, falta ouvir o João Pinto. João, é um bom resultado, tendo em conta que o Benfica entra hoje em campo com o Futebol Clube do Porto e sabe que independentemente disso, o Sporting vai ficar atrás. Ainda assim, como é que olhas para esta questão de Rui Borges? É mesmo um problema de liderança ou o Sporting precisa de tempo também para, no fundo, avaliar e reformular e interpretar todas estas reformulações que enfrentou no plantel?

Olá, bom dia. Eu vou tentar ser curto, até porque já foi dito quase tudo. Eu acho que o Rui Borges, neste momento, é aquele funcionário que, quando entra na sala, toda a gente se cala ou muda de assunto. Porque por muito que se assuma ou não, já deve estar toda a gente a preparar o plano B, o plano C, e a preparar a sucessão. Agora, aquilo que eu vejo nas redes e falando com amigos meus é que a doutrina divide-se entre atribuir a culpa à estratégia de direção do Sporting que, diga-se o que se disser, fez 200 milhões, baixou a massa salarial, e, por outro lado, atribuir a culpa ao Rui Borges, que tem o plantel que construiu, mas que depois tarda em mostrar futebol. A peça que falta a este puzzle é que se foi uma decisão estratégica da direção, custa-me muito ver o Rui Borges completamente a combater sozinho. Se foi realmente uma estratégia da direção, alguém devia vir e assumir esta estratégia, como quando o Rúben Amorim ficou em quarto e dizerem: "Bom, é assim, vendemos toda a gente, estamos a começar de novo, isto demora tempo, deem tempo ao homem". Por outro lado, se a culpa é do Rui Borges, então mais vale resolver o contrato e seguir para outra.

O Sporting que, como dissemos, depois deste jogo frente ao Arouca, soma o segundo empate consecutivo, o terceiro empate em sete jornadas e também um dado, tem já oito gols sofridos em sete jogos, o que é imenso para uma equipa grande. João Pinto, foste o prejudicado da primeira parte, mas agora és o beneficiado da segunda. Vamos começar por ti. Benfica e Porto defrontam-se hoje no Estádio do Dragão, ambos num bom momento. Concordas com as palavras de Marco Silva quando disse que neste jogo não há favoritos, se bem que o treinador do Benfica falou da questão do jogo durante a semana frente ao AC Milan, mas rejeitou favoritismos neste jogo.

Sim, concordo. Até porque tudo o que ele disser eu concordo, que é o meu Marco, Marco, força Marco. É mais por aí. Não, mas sinceramente, aquilo que vejo é que é o jogo mais difícil do campeonato que o Benfica pode ter. Felizmente, é jogado numa altura ainda cedo na época, ainda não está nada em risco. Aconteça o que acontecer, a malta vai dizer: "Não, se o Benfica perder, já não depende de si". Calma, ninguém depende de si, faltam fazer não sei quantos jogos. E portanto, acho que nesta fase todos os resultados deixam tudo em aberto. Acho que é absolutamente possível o Benfica ganhar ao Dragão, é absolutamente possível o Benfica jogar para ganhar no Dragão, tem jogadores para isso, tem plantel para isso, tem treinador para isso, está numa boa fase e portanto acho que interessa aqui é estar muito convicto daquilo que o Benfica consegue fazer, que os jogadores estejam unidos, saibam o plano de jogo, metam o plano em campo e consigam jogar a bola. Portanto, não há cá trincos e ferrolhos, cuidados e recuidados. Há um Benfica crente, ciente daquilo que consegue fazer e olhar pra baliza contrária.

João, nós já vamos perceber aqui as apostas do Pedro Henriques quanto ao 11, já é um clássico, para fazer jus também àquilo que se vai jogar dentro das quatro linhas. Mas quanto à equipa, há aqui algumas questões. Bah, aparentemente está recuperado, pode ser opção. Nkunku fez um grande jogo frente ao Milan. Há aqui outras questões como Schjelderup no banco ou se vai jogar ao mesmo tempo que Prestianni. O que tu acreditas que o Marco Silva vai tentar colocar em campo hoje frente ao Futebol Clube do Porto?

É realmente a questão do meio-campo. Se o Benfica vai com o meio-campo de combate, com Palhinha, Barreiro e Ósmos, mas não deixa ninguém no banco para o caso de haver um amarelo, de haver um problema, para poder entrar, ou se entra com o meio-campo mais rotinado, com Palhinha, Barreiro e, por exemplo, o Sudakov, que também tem dado muita luta, tem jogado muito no meio-campo, recupera, liga os setores e depois quem é que joga nas faixas, se é Prestianni, se é Schjelderup, se é Rafa e agora Kaminski, porque realmente faz uma exibição fantástica e é um jogador que já mostrou que taticamente consegue fazer uma série de posições e consegue garantir ao treinador a estanquicidade e o repentismo que uma equipa precisa num jogo destes. E portanto, é um Benfica que felizmente tem muitas opções, consegue rodar. Eu acho que vai acabar por jogar Sudakov, Prestianni à esquerda e Kaminski à direita, mas isto é um feeling meu.

Luís Pinto Coelho, em relação às opções do Futebol Clube do Porto, Francesco Farioli confirmou que Frold não está ausente, portanto está pronto a ir a jogo, não se sabe se é titular ou não. Acreditas que o médio vai ser titular hoje? Pode ser a arma secreta aqui do Futebol Clube do Porto, a novidade para este clássico.

Sim, acho que vai ser titular. Eu acho que ele já está a ser preparado para isso. Obviamente, teve aquele descanso que é preciso ter, aqueles passos na recuperação, mas eu penso que ele já há uma semana que está a treinar praticamente 100%. Por isso acredito que, e sendo a peça que é, e no jogo de alta intensidade, acho que o Farioli não vai abdicar de Frold na titularidade.

E quanto ao jogo, Luís, o Porto joga em casa, teve mais tempo para preparar esta partida. Vimos também elogios de Farioli ao trabalho de Marco Silva, que está a fazer à frente do Benfica. Importa perceber, no fundo, se vamos ter um jogo muito tático ou se realmente, e se calhar é aquilo que ambos querem, tanto tu como o João Pinto, um jogo vivo, ou seja, se este clássico vai valer exatamente por isso, pela intensidade que vamos ter em campo ou se, por outro lado, poderá ser muito preso pelo medo das repercussões que pode ter.

Eu acho que vai ser mais aberto do que na época passada. Acho que o Marco Silva também não vai colocar aqueles três médios de características um pouco mais defensivas. Acho que vai jogar, concordo com o João Pinto, com o Sudakov ou o Junta para este ano e Scheldrup. E acho que o Porto também não vai jogar com o Varela e Pablo Rosário no mesmo 11. Por isso, parece-me duas equipes que vão jogar mais com tração à frente. O Porto tem a vantagem do jogo em casa, obviamente, o Benfica também vem bastante moralizado. O Porto tem a semana limpa, mas eu acho que a vitória em Milão também faz esquecer o menos tempo de preparação, viagens e tudo isso que tem sempre interferência. Por isso, acho que a única vantagem que o Porto tem, obviamente, além de ser primeiro, dá-lhe algum conforto, é o jogo. Jogar em casa e jogar no Dragão é sempre difícil para qualquer adversário, mas acredito num Benfica bem mais perigoso do que na época passada.

Augusto Inácio, pergunto obviamente sobre o jogo, quem é que neste momento está em melhor forma, sendo que são duas equipes que têm estado bastante regulares neste início da época. E depois também perguntava-te sobre uma declaração de Marco Silva, que disse esperar um jogo justo, um pouco a dizer que repetia as palavras de Francesco Farioli. Isto também é lançar uma farpa ao treinador do Futebol Clube do Porto pelas declarações que tem tido sobre a arbitragem, a pôr uma certa pressão?

Num jogo dessa natureza, quanto menos falar de arbitragem, melhor. Olhar, focar para aquilo que pode ser o jogo, duas grandes equipes, em grandes momentos de forma, uma de uma forma e outra de outra, no sentido de chegar à vitória. Um Benfica mais criativo do meio-campo pra frente, um Benfica bem oleado nesse sentido, provoca danos nas defesas contrárias. E, por outro lado, uma equipe que é competitiva, que é lutadora, que faz da sua baliza uma fortaleza de não sofrer gols. É um outro jogo que o Porto tem, é não sofrer gols, embora já sofreu seis. Mas, de qualquer maneira, o Porto tem seis jogos, seis vitórias, não podemos esquecer isso. São equipes de estilos completamente diferentes, mas aqui agora a dúvida é perceber que estratégias é que os treinadores vão ter. O Porto, parece-me a mim que é mais visível aquilo que vai fazer nos primeiros 15, 20 minutos. Gosta de pressionar e gosta de tentar intimidar, entre aspas, no sentido para o adversário não poder pensar o jogo. Tenta fazer um gol nesse período e depois quando não consegue, se o adversário tiver a qualidade como o Benfica tem, é natural que o Porto depois recue um pouco. Por outro lado, o Benfica deu-se muito bem em Milão com o bloco baixo, o Kaminski a jogar de defesa esquerdo e o Akerlund a jogar quase a central. O Benfica se muito ligado atrás, sempre ao primeiro toque e com boas demarcações. Que estratégia é que o Marco Silva vai ter se vai jogar com bloco baixo ou vai jogar com bloco mais soído? Diria também que não é por acaso que o Marco Silva em Milão colocou novos jogadores que normalmente não jogam na equipe principal, precisamente a pensar neste jogo do Futebol Clube do Porto. Falta saber que meio-campo é que o Benfica vai ter. Eu continuo a dizer que o Benfica, onde há o melhor Benfica, na minha opinião, é quando está o Palhinha, o Leandro Barreiros e o Prestianto por detrás do Pablo Idos, Scheldrup na esquerda e o Rafa na direita.

E Palhinha é para ir a jogo?

O Palhinha é para ir a jogo. O Palhinha tem que ir a jogo, porque o Berrernache agora, infelizmente para o Benfica, não é que tenha jogado há muito algum tempo, mas o Palhinha é aquele animal competitivo. Ele pode jogar três jogos por semana que não se vai ver quebras físicas. E eu acho que o Palhinha é o pêndulo desta equipe do Benfica. Não elimina todos os erros que o Benfica tem na transição do adversário, mas elimina muitos erros, o que dá um descanso aos centrais e descanso ao guarda-redes. Por isso, eu acho que qualquer das equipes tem o direito de pensar. Ganhar, porque têm ambas qualidade. Mas aqui há aquele fator que é sempre importante, não relevante, mas sempre importante, que é jogar em casa. E o Porto, a sua massa adepta, está em peça absoluta para apoiar a equipe. E o Porto, quer queiramos, quer não, tem aquele respaldo por trás, que é seis jogos, seis vitórias, vai à procura da sétima vitória, como é evidente. Sabendo também o Porto, se ganhar o Benfica, cava uma distância de cinco pontos para o Benfica e seis pontos para o Sporting. E ao Sporting, acho eu, que o Sporting vai desejar é que empate ou que ganhe o Benfica para sua próxima, também dá para malear.

Exatamente. Tu sabes fazer contas, Augusto, sabes andar nisto.

Isto está na forma como o Augusto se esquivou à minha pergunta sobre a arbitragem.

Sobre a arbitragem, é aquilo que eu menos quero falar, porque eu ponho isso sempre a plano, embora esteja no epicentro, os momentos em que a arbitragem está a passar. Mas eu acho que quanto mais se concentra na arbitragem, mais se pensa menos no jogo. E eu quero é focar-me no jogo.

Cria-se ruído, não é, Augusto?

E às vezes, este ruído tem sido diário. É porque o problema das escutas e das mensagens vem às pinguinhas. Vem um dia uma coisa, vem um dia outra, até parece que é para alastrar esta novela, no sentido de no próximo episódio estejam atentos. Às X horas vai haver mais novidades. Eu acho que se fossem mais compactas essas mensagens e estivesse um tempo, depois, sem se falar da arbitragem, acho que era melhor. Assim, estamos sempre com um grande jogo, como é o Porto-Benfica que vai ser, sempre a falar todos os dias da arbitragem, que é um tema atual, é verdade, mas calma, tanto falar acerca disso também já é demais.

Não vamos falar de arbitragem com o Gabriel Alves. Aliás, Gabriel, tu já viste muitos clássicos. Nós temos aqui ingredientes reunidos para ter um grande clássico, acima de tudo, porque estamos no início da época, duas equipes num excelente momento. Portanto, ia te perguntar o que esperas deste clássico no Dragão, entre duas equipes que o que mais querem, acima de tudo, é ganhar. E nós temos essa noção, porque o Benfica, o ano passado, nesse jogo no Dragão, e falávamos disso ontem no E o Campeão É, jogou no Porto quase como para empatar, pelo menos. E agora a vontade parece diferente.

Aquilo que parece, vamos ver se é. É importante ver para contar como foi. É uma das questões que me põe aqui: como é que Marco vai orientar o bloco baixo ou o bloco alto? Esta é uma das questões e como é que Farioli, depois, reage a essa situação. De resto, eu acho que é a técnica da força com a força da técnica, um Farioli escola italiana, onde o defender e fisicalidade são fator determinante com solidez, máquina futebol. Marco Silva, que bebeu da escola do futebol inglês e dos treinadores que por acaso são treinadores e andam por lá. A pressão conduzida com movimentos combinados, combinações verticais, triangulares, exteriores com fator interior, jogadores divertidos, na força da técnica e pontapé devidamente definido com pontas de lança que de fato não só marca gols, mas também cria a oportunidade para que outros o possam fazer. Depois temos aqui um Futebol Clube do Porto muito forte na bola parada, que traz uma disponibilidade que já vamos ouvir o Pedro Henriques, mas ter os jogadores Samu, Frauol e até o Polaco Pietrzewski, é importante. O Benfica nas bolas paradas é zero. O Benfica tem déficit no jogo aéreo. O Futebol Clube do Porto tem também um déficit naquilo que é magia, criatividade. Não tem um jogador. É difícil. O Benfica tem e pode tirar do banco. Veja-se Lucas Evangelista, mesmo não vai titular, pode sair do banco e criar fatores de desequilíbrio. E temos uma máquina a defender, uma máquina sólida de conjunto e coletivo que é o Futebol Clube do Porto e temos um Benfica que tem mostrado uma máquina de ataque. Vamos ver como é que isso tudo encaixa. Eu acho que vai ser divertido, vai ser apetitoso e acho que o Luís Pinto Coelho e o João Pinto vão ficar sem unhas esta noite.

Até porque uma das minhas dúvidas também é precisamente, e falávamos há bocado aqui eu e o João fora do programa, como é que as equipes se vão encaixar, porque Francesco Farioli versus Marco Silva nunca aconteceu, são duas ideias distintas e portanto também curioso para saber como é que isso vai acontecer. Pedro Henriques, vamos às tuas notas sobre este clássico e também pergunto se tiveste mais dificuldades em fazer a previsão do 11 do Futebol Clube do Porto ou do Benfica.

Do Benfica, claramente. Em relação ao Futebol Clube do Porto, e portanto as minhas notas vão ser mesmo em relação àquilo que são os 11. Em relação ao Futebol Clube do Porto, só tenho aqui uma dúvida, que tem a ver exatamente com o lateral esquerdo. Eu vou apostar no Martim Fernandes, mas não sei se não poderá aparecer o Moro. De resto, acho que não vai fugir deste 11. Diogo Costa, o Alberto à direita, Medana e Chiquior centrais e depois a tal dúvida que eu tenho na esquerda, vou pôr o Martim Fernandes, mas se aparecesse o Moro, não me surpreendia. Depois acho que não há grandes dúvidas. Páblo Rosario, Gabri Veiga com Frauol, digamos aqui um trinco invertido, e depois lá à frente, o William Gomes, o Pepê e o André Silva. Eu acho que vai o André Silva.

Não o Santiago Gimenez.

E não o Santiago Gimenez. Mas aqui também poderia haver uma segunda dúvida. Em relação ao Benfica, vou dizer o que é o meu 11, mas vou pôr uma variante, que seria mais musculada ali no meio-campo. O meu 11 seria não mexer muito naquilo que o Benfica tem feito. Agora, claro, com o jogo do Milan vem brigar as contas. Samuel Soares, eu continuo a achar que é o Baku que vai a jogo, não vai o Benjak. Tomás Araújo, Lenglet e o Dalot. Eu vou pôr o Leandro Barreiro com o Palhinha, vou pôr Rafa, Prestiani, Scheldrup e Pavlídis. Até retiro daqui da equação do Ortmans. Isto seria o meu 11. Onde é que eu acho que o Benfica poderia fazer aqui coisas diferentes? Era fazer ali um duplo pivô de Palhinha e Ortmans, com o Leandro Barreiro a fazer o atrás do Evangelos Pavlidis e o Prestiani à esquerda do Rafa Silva. E saía desta equação o Scheldrup e dava ali Palhinha, Leandro Barreiro e Fredrik Aursnes, digamos ali um músculo, e não é só músculo, obviamente, mas uma maior consistência. De qualquer maneira, não é esse o meu 11, porque eu acho que o Benfica, se quiser aparecer com algum atrevimento, é manter um bocadinho aquilo que tem feito, que é meter Scheldrup, Prestiani e Rafa, vamos dizer assim, nas costas do Pavlidis e colocar a dupla Palhinha e Leandro Barreiro a fazer à frente da defesa, retirando da equação o Ortmans, porque também este Ortmans não é o Ortmans ainda que está 100% por causa da sua recuperação. E falta aqui este fator que é muito relevante e importante, acho eu, até para as escolhas do 11 do Benfica. Por isso, mais dúvidas no 11 do Benfica, mais certezas em relação ao Futebol do Porto. Não sei se o Luís Pinto Coelho pode ajudar nesta questão de Martim Fernandes ou de Moro, que eu acho que é o Martim Fernandes.

Luís.

Acho que é o Martim, sim, também aposto no Martim.

Muito bem, e logo veremos mais logo no nosso grupo do WhatsApp se o Pedro Henriques manda pra lá um hashtag humildade. É sinal-

Por acaso, ultimamente tenho acertado e não tenho mandado. Lá está, é humildade.

É humildade, exato. Vamos só aqui uma ronda.

Casaco e gravata, fantástico.

Vamos só aqui a uma ronda rápida de perspectiva de resultado. Terminamos com o Luís e com o João, mas vamos começar por ti, Augusto Inácio. Vai dar empate? Alguém vai conseguir vencer no Dragão? O que tu esperas?

Vai ganhar o Porto 2x1.

Muito bem. Gabriel.

Não jogo na Totobola.

Ficas de fora nesta. Pedro.

Para o placar, meti mais de dois e meio. Significa que no mínimo teremos três gols no jogo. Podem ser distribuídos, não interessa como é.

Seria bom.

E pode ter quatro, cinco gols. Mais dois e meio é para ganhar dinheiro. Atenção, ganhar dinheiro, é só um eurito. Apostem só um eurinho, que é pra malta depois não pensar que estamos aqui a incentivar outras coisas.

Não, nada disso.

E depois, em relação ao jogo jogado, eu acho que este jogo pode acontecer o mesmo que aconteceu ano passado, dar empate, só com gols. E portanto, até por uma questão de inteligência aqui na rádio, eu vou dizer dois a dois, que é pra não receber os índios todos aqui um bocadinho a mandar mensagem.

Luís, antes do coração começar a bater um pouco mais rápido ali pela tarde.

Já está.

Já está, sim. Mas se calhar, agora antes do almoço Ainda parece mais distante. Qual é o prognóstico?

3x1 para o Porto.

Estas apostas estão aqui muito...

Estou a gostar da quantidade de golos.

É isso. João Pinto.

4x1 para o Benfica.

É mesmo de olhos vermelhos.

Ninguém apostou num 0x0. Está tudo muito confiante. Uns mais contidos do que outros, é sempre assim, mas logo veremos. Vamos poder acompanhar tudo aqui na Rádio Observador, numa grande emissão especial que começa a partir das 18h30. O apito inicial está marcado para as 20h30. Há ainda destaques desta jornada hoje com o Estrela da Amadora, Académico de Viseu às 15h30. Grande jogo também em perspetiva entre o Vitória Sport Clube de Guimarães e o Moreirense às 15h30 também. Santa Clara, Sporting de Braga às 17h e é um jogo importante, porque o Santa Clara, se vencer o Braga, passa para a frente do Sporting, ou seja, o Sporting nesta jornada pode acabar ainda no quarto lugar. E lá fora também temos a visita do Real Madrid ao terreno do Atlético. Há um clássico também entre Marselha e PSG e dar conta dessa derrota ontem do Arsenal, que perdeu de forma categórica 3x0 contra o Brighton. Não sei se alguma destas considerações está nas vossas notas de campeão.

Olha, depois não falem só do Arouca-Sporting. Cuidado.

Gabriel, vamos às tuas notas. Já não temos muito tempo também.

A minha nota, rapidamente, vai ser fora completamente daquilo que é o contexto nacional. E eu vou dar 20 ao treinador do Sevilha, Luís Garcia, porque ontem no final da partida com o Sevilha, que o Barcelona venceu por 3x1, disse simplesmente isto, que me parece factual: como é possível que o melhor jogador de futebol da atualidade não esteja incluído naquilo que é a candidatura à Bola de Ouro? Se chama Rafinha. Mais um hat trick, mais movimento naquilo que é mais uma vitória do Barcelona, que é uma equipa, e portanto Luís Garcia esteve muito bem. Os negócios da Bola de Ouro são mais importantes do que aquilo que o jogador vale.

Pedro Henriques.

As minhas duas notas rápidas, um oito e um 17. O oito para aquilo que foi o Sporting- Rui Borges, a vertigem para o abismo, claramente. E para o clássico, hoje Porto-Benfica, nota 17 de expectativa para aquilo que são, acima de tudo, as emoções deste que é, para mim, obviamente, o maior espetáculo do mundo que se chama futebol.

Augusto Inácio.

Olha, eu diria nota dois para o Sporting, que não gosta de estar a ganhar, porque fica a tremer. É uma coisa incrível, mas é verdade. Nota dois. Nota 14, 15 para o Arouca, que acreditou sempre que ia lá chegar e chegou. Dois a dois também teve muito mérito. E queria dar também aquilo que o Pedro Henriques disse, nota 20 para este grande jogo Porto-Benfica, que se fale do jogo, não se fale de outras coisas e o que esperamos é muitos golos até para o Pedro Henriques poder ganhar a sua aposta.

Luís, as tuas notas.

Olha, um oito para o Sporting na sua globalidade, direção, treinadores, jogadores e uma sugestão para o Rui Borges nesta paragem da seleção, que veja o Elche-Espanyol, que aconteceu na sexta-feira, para ver como é que uma equipa com 10 jogadores consegue gerir um jogo e marcar três golos.

Espera. Tu estás a dizer bem do Anselmi?

Eu estou a bater palmas. Quer dizer. É só para o Rui Borges analisar.

Ok, está bom para mim.

Nós não podemos juntar-vos. Isto aqui.

E um 15 para o Carvalhal, com uma boa vitória, sacudiu um bocadinho aquela pressão que estava ali no Famalicão e um 20 para o clássico de hoje. Corra tudo bem e que ganhe o melhor e que o melhor seja o Porto.

João Pinto, vais elogiar o Mourinho?

Eu estou maluco. Mas o que é isto? Ainda não estou em mim. Um 20 para o clássico. Hoje que corra tudo bem, que a pressão, que é sempre normal sobre o árbitro, que aconteça, mas que aconteça só lá dentro, que haja capacidade dos jogadores proporcionarem um bom espetáculo e que no fim ganhe o Benfica, para ver se a malta arreba e se este ano o campeonato é nosso.

Vamos lá ver se vai ser 4x1 para o Benfica ou 3x1 para o Foco do Porto. Uns mais entusiasmados do que outros. No que toca aos resultados, veremos. O Pedro Henriques torce por qualquer um, porque neste caso completaria.

Ganha a aposta. Exato.

Mais dois e meio, estaria certo. Fica por aqui esta edição especial de "O Campeão É" com o Pedro Henriques, o Augusto Inácio, Gabriel Alves, João Pinto e também o Luís Pinto Coelho. Um grande abraço a todos e mais logo, já sabe, o clássico ouve-se aqui na Rádio Observador. Emissão especial a partir das 18h30.

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