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Wednesday, October 28, 2026

Trump autorizou entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA, diz fonte

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O presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos após sua derrota nas eleições presidenciais, informou um assessor do presidente americano à CNN.

Autoridades do governo Trump estavam cientes, na segunda-feira (26), de que Bolsonaro tinha cerca de 24 horas para entregar seu passaporte, e deixaram claro ao candidato brasileiro que sua entrada nos EUA seria permitida, disse o assessor.

Os EUA estão emitindo vistos para Bolsonaro e sua família, informaram anteriormente duas autoridades americanas à CNN.

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Uma fonte brasileira próxima a Flávio afirmou que o senador temia ser preso no Brasil. Ele está sendo investigado por supostos atos de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Uma pessoa a par da situação disse à CNN, na tarde desta terça-feira (27), que Flávio chegou aos EUA com sua mulher e filhas. Não está claro onde ele desembarcou.

Não se sabe, no momento, se Trump e Bolsonaro conversaram diretamente por telefone antes da partida do político brasileiro.

Fuga de Flávio

A decisão do senador acontece após a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira.

Ainda na manhã desta terça-feira, a PF acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga de Flávio. O senador teria até as 11h para entregar os documentos à PF, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o que não ocorreu.

Com isso, a corporação cancelou tanto o passaporte comum como o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.

O STF determinou a entrega dos passaportes e seus cancelamentos após receio de fuga por parte de investigadores da PF que tocam o inquérito contra Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A medida também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse em uma entrevista na internet que apoiava a saída do Brasil de Flávio caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).

Lula critica decisão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a fuga do senador.

"Fico imaginando o que tem na consciência um cidadão que acabou de perder as eleições e foge do seu país. [...] Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa. E não vá dizer que não há democracia", disse o petista.

Lula disse, em celebração do seu aniversário de 81 anos, no Palácio da Alvorada, que "lamenta a falta de respeito de Flávio com seus eleitores e com a democracia".

O petista disse que permaneceu no país após derrotas para Fernando Collor, em 1989, e para Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998. Afirmou ainda que quando acusado, à época da operação Lava Jato, teve convites para deixar o Brasil, mas permaneceu para "provar a inocência".

"Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria deles, a primeira é a devoção aos Estados Unidos".

Na celebração, o presidente disse que as plataformas digitais, incluindo a Meta, o mercado financeiro e o governo dos Estados Unidos atuaram contra a sua reeleição. Voltou ainda a afirmar que "o Brasil não é quintal de ninguém".

(Com informações de Jussara Soares e Danilo Moliterno, da CNN Brasil, Max Saltman, Alayna Treene, Kevin Liptak, Julia Vargas Jones, Jennifer Hansler, da CNN)

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